MARIVALDO OLIVEIRA/CÓDIGO19
MARIVALDO OLIVEIRA/CÓDIGO19

Polícia suspeita que corpos no Morumbi são de 'tribunal do crime'

Recentemente, ao menos quatro corpos com indícios de execução foram despejados na área do 89.º DP (Portal do Morumbi)

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2017 | 18h41

SÃO PAULO - A Polícia Civil suspeita que os corpos encontrados na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo, são de vítimas do "tribunal do crime", que julga acertos de contas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em menos de cinco meses, ao menos quatro corpos com indícios de execução foram despejados na área do 89.º Distrito Policial (Portal do Morumbi).

O caso mais recente foi registrado às 4h06 de quinta-feira, 2, na Rua Leonor Quadros, no bairro Vila Tramontano. Lá, policiais militares encontraram um veículo em chamas, com um corpo no porta-malas. Também havia cápsulas de armas de fogo nas imediações.

Cerca de 24 horas antes, os PMs já haviam sido acionados para uma ocorrência semelhante na Rua Ribeiro Lisboa, bairro Fazenda Morumbi, a cerca de um quilômetro de distância. No local, avistaram um Renault Logan incendiado. O cadáver foi encontrado com as mãos algemadas.

No dia 12 de outubro, por volta das 6 horas, policiais acharam um corpo na Rua Mario Watanabe, que estava escondido em uma mata. A vítima apresentava sinais de agressão e havia sido alvejada por disparos de calibre 9 mm. Os criminosos teriam usado um Chevrolet Classic na ação.

Já no dia 19 de junho, na Rua Colégio Pio XII, também no bairro Fazenda Morumbi, os policiais localizaram um Ford Fiesta em chamas, onde havia um corpo carbonizado no porta-malas e cápsulas de arma de fogo. Os casos são investigados pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Ao Estado, investigadores afirmaram que o tribunal do crime acontece na favela de Paraisópolis, instalada no Morumbi. O local é considerado um reduto do PCC, que controla o tráfico de drogas da região.

Antes, no entanto, os criminosos se deslocavam até locais mais distantes para "desovar" os corpos, onde não havia sistema de monitoramento ou de segurança, segundo investigadores. Agora, os policiais acreditam que imagens de câmeras podem ajudar a Polícia Civil a identificar os suspeitos.

 

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