Polícia só tem 5 vítimas de roubo milionário em SP

Duas semanas depois do maior roubo a banco do ano em São Paulo, apenas cinco vítimas procuraram a polícia para registrar o que foi roubado de seus cofres na agência do Itaú, na Avenida Paulista, no centro de São Paulo. Ao todo, elas disseram que perderam bens avaliados em R$ 10 milhões, um total ínfimo ao que deve ter sido levado de todas as 120 pessoas que mantinham os 138 cofres arrombados pelos criminosos entre os dias 27 e 28 de agosto. Segundo a revista Veja, os bandidos recolheram nos cofres bens avaliados em pelo menos R$100 milhões, o que faria do roubo ao Itaú o segundo maior ataque a um banco na história do País e o maior envolvendo joias, ouro e dólares.

, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2011 | 00h00

Anteontem, um importante criminalista de São Paulo procurou o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) indignado com o tratamento que supostamente o seu cliente teve do banco. A vítima perdera uma fortuna no assalto. Outro dono de cofre contou a um amigo policial que mantinha US$ 2 milhões não declarados no banco. A vítima não tem esperança de recuperar a fortuna e deve receber apenas R$ 15 mil de indenização do seguro do banco.

Para chegar ao valor de R$ 100 milhões, a revista Veja informou ter entrevistado 27 vítimas, que relataram perda de relógios, joias, diamantes, esmeraldas e barras de ouro. O banco informou que chamou a polícia, registrou o caso no dia 28 no 78.º Distrito Policial e começou a identificar e comunicar locatários dos cofres após a perícia. O Itaú informou que, respeitando a privacidade, os clientes foram informados pessoalmente - 101 já foram atendidos. Os 19 restantes seriam atendidos nos próximos dias, em data escolhida por eles. Não houve demora, segundo o banco. Até ontem, a polícia não recebera lista das 120 vítimas. Mas já havia identificado dois suspeitos de participar do crime.

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