Polícia Rodoviária apreende 2 mil munições de fuzil na Dutra

Na bagagem de mão de desempregada, os policiais encontraram os cartuchos, transportados em duas malas

Daniela do Canto, da Central de Notícias,

30 de julho de 2009 | 04h43

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 2 mil munições de fuzil calibre 762 dentro de um ônibus que seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro na noite desta quarta-feira, 29. O coletivo foi parado na altura do km 204 da Rodovia Presidente Dutra, em Arujá-SP, para uma fiscalização de rotina. Na bagagem de mão da desempregada Aparecida Maria da Silva, de 27 anos, os policiais encontraram os cartuchos, transportados em duas malas. Ela foi presa e encaminhada à Delegacia de Polícia de Arujá.

 

"Muito provavelmente a munição seria levada para a Favela da Rocinha, porque ela (Aparecida) mora lá", afirmou o agente da PRF Ricardo Mariano, chefe do Grupo de Operações com Cães. Segundo ele, a suspeita veio a São Paulo somente para buscar a "encomenda", dividida em diversas caixas de 20 e 50 unidades da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC).

 

Aparecida chegou ao Terminal Rodoviário do Tietê por volta das 15 horas da quarta-feira. Ela contou aos policiais que pegou as duas malas, deixadas debaixo de um banco da rodoviária, e aguardou a saída do ônibus que a levaria de volta para o Rio de Janeiro, às 23 horas do mesmo dia.

 

 

Destino da munição era a Favela da Rocinha

 

 

Próximo ao primeiro pedágio da Dutra, em Arujá, o coletivo da viação Expresso do Sul foi parado por uma equipe do Grupo de Operações com Cães da PRF, formada por três policiais e dois cachorros da raça labrador. Nesse tipo de fiscalização, os cachorros farejam apenas a parte do bagageiro do ônibus e os policiais revistam as malas de mão dos passageiros.

 

O agente Mariano contou ter sentido um peso anormal quando pegou uma das malas de Aparecida, que estava sentada na poltrona de número 33. "Ela disse que levava livros, mas pelo peso percebi que não podia ser só isso", relatou o policial. Quando abriu as malas, ele encontrou as munições. Aos policiais, a suspeita contou que entregaria os cartuchos a um desconhecido na rodoviária do Rio de Janeiro. Aparecida também disse não saber quanto receberia pelo serviço.

 

Conforme o agente Mariano, a suspeita afirmou saber que transportava munições. A operação de fiscalização que resultou na apreensão dos cartuchos havia começado às 18 horas da quarta-feira. O ônibus onde Aparecida viajava foi o décimo a ser parado pelos policiais. Ela responderá por porte ilegal de munição.

 

Ajuda

 

Devido ao peso das malas, Aparecida precisou de ajuda para embarcar no ônibus. O homem que a auxiliou foi detido e liberado em seguida. A Polícia Civil ainda vai investigar se ele tem participação no esquema. De acordo com o agente Mariano, o suspeito alegou não conhecer Aparecida e disse que iria ao Rio de Janeiro para visitar o Cristo Redentor. "Mas ele não tinha bagagem e nem dinheiro nenhum no bolso", disse o policial.

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