Polícia revista moradores nas entradas de Paraisópolis

Chamada Operação Paraisópolis esbarra na 'lei do silêncio' e polícia admite que não saiu do zero na investigação

Da Redação,

05 Fevereiro 2009 | 11h28

Todas as entradas e saídas da Favela Paraisópolis continuam com policiamento ostensivo nesta quinta-feira, 5, quatro dias depois do confronto entre manifestantes e policiais militares. A chamada Operação Paraisópolis - que conta com um aparato policial de cerca de 400 homens, 100 carros, 20 cavalos, 4 cães e 1 helicóptero - esbarra na "lei do silêncio" dos moradores da segunda maior favela da cidade. A polícia admite que não saiu do zero nas investigações sobre o conflito que deixou seis feridos. Até as 19 horas de quarta, 4, apenas dois fugitivos da Fundação Casa foram recapturados e um homem com drogas foi preso.   Veja também: Paraisópolis cresceu ignorada pelo poder público Paraisópolis passa por mudança  TV Estadão - O confronto com a PM  Galeria de fotos do confronto em Paraisópolis   Todas as notícias sobre o confronto    A principal hipótese é de que a origem do tumulto esteja relacionada com o detento Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí, de 32 anos, que teria dado da prisão o sinal verde para os atos de vandalismo - seu cunhado Antonio Galdino de Oliveira foi preso no domingo.   Piauí é apontado pela polícia como torre (chefe) do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Penitenciária 1 de Mirandópolis, no interior de São Paulo. Antes de ser preso, em 18 de agosto de 2008, Piauí era considerado o braço direito do PCC e o líder do tráfico na Favela Paraisópolis e da zona sul.   Em 21 de março de 2003, foi condenado na 2ª Vara Criminal da Capital a 3 anos e 8 meses pelos crimes de receptação, danos e formação de quadrilha. Ele ficou preso na Penitenciária de Uirapuru, Oeste do Estado. Era procurado desde março de 2008. Piauí é suspeito de ter ordenado as ações em Paraisópolis e vai ser ouvido em inquérito pela Polícia Civil .   (Com informações de Josmar Jozino, do Jornal da Tarde.)

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