Polícia recupera mais duas obras da Estação Pinacoteca

Quadros recuperados são Mulheres na Janela, de Di Cavalcanti, e O Casal, de Lasar Segall; uma pessoa foi presa

Marcelo Godoy e Bruno Tavares, de O Estado de S.Paulo,

07 de agosto de 2008 | 02h05

Mais duas obras roubadas em junho da Estação Pinacoteca, na região central de São Paulo, foram recuperadas no início da noite de quarta-feira, 6, por policiais do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Dois homens também estão detidos, suspeitos de manterem ligações com a quadrilha que levou telas e gravuras avaliadas em R$ 1 milhão.  Os policiais detiveram Edmilson Silva do Nascimento, de 29 anos, que trabalha como gerente de padaria. Um terceiro homem envolvido no roubo também já foi identificado, mas ainda não foi preso, segundo a polícia. Os quadros recuperados são Mulheres na Janela, de Di Cavalcanti, e O Casal, de Lasar Segall. No mês passado, o Deic já havia conseguido reaver a gravura O Pintor e seu Modelo (1963), de Pablo Picasso. A obra estava escondido debaixo de um telhado do conjunto habitacional Cohab José Bonifácio, em Itaquera, na zona leste da capital. Entre as obras levadas pelo bando, além da gravura encontrada, estão Mulheres na Janela (1929), óleo sobre cartão de Di Cavalcanti; Minotauro, Bebedouro e Mulheres (1933), outra gravura de Picasso, e Casal (1919), guache sobre cartão de Lasar Segall. Na ocasião em que conseguiram reaver a gravura de Picasso, homens do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) de Guarulhos prenderam três pessoas: Uéslei Teobaldo Barros, Weidy Oilton Pareja e o policial militar Edilson Vieira de Carvalho. Entretanto, apenas Barros estaria envolvido no roubo da Estação Pinacoteca. O furto na Estação Pinacoteca ocorreu às 12h30 do dia 12 de junho. Três homens armados pagaram R$ 12 de ingresso - R$ 4 cada um -, entraram no prédio e seguiram diretamente para o 2º andar, onde ficavam as peças roubadas. Outra pessoa ficou do lado de fora da Estação, no Largo General Osório. Os criminosos entraram como se fossem visitantes, sem capuz e com sacolas de pano nas mãos. Depois de subir pelo elevador, o grupo dominou uma funcionária da limpeza. Outros dois empregados foram obrigados pelos criminosos a ficar a distância.  Colaborou Ricardo Valota, do estadão.com.br

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