Polícia quer retirar caixas eletrônicos de locais perigosos em São Paulo

Estudo nos 9 mil pontos no Estado vai apontar os locais mais vulneráveis; crime aumentou em setembro

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2011 | 20h58

SÃO PAULO - A polícia paulista vai propor aos bancos a retirada dos caixas eletrônicos de locais considerados perigosos. Os policiais vão analisar os 9 mil caixas do Estado. "Trata-se de um estudo inédito sobre a vulnerabilidade de cada caixa. Se ela for alta, vamos sugerir a retirada do caixa do lugar", afirmou o coronel Wagner Cesar Gomes Tavares Pinto, coordenador operacional da Polícia Militar. Ao todo, até setembro, foram registrados 727 ataques a caixas eletrônicos no Estado.

Bancos, Tecban, Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e as Polícias Civil e Militar montaram um grupo de análise dos ataques a caixas eletrônicos no começo do ano para analisar a situação dos caixas e aprimorar as ações contra os ladrões.

Em setembro, a polícia e os bancos registraram o menor número de casos de ataques a caixas na capital (três casos, uma queda de 94% em relação a fevereiro) e na Grande São Paulo do ano (dez crimes).

O interior também registrou uma queda em relação a agosto, quando ocorreu o recorde do ano na região. Foram 38 furtos e roubos contra 65 do mês anterior. "Reduzimos os casos e, na maioria dos ataques, os bandidos não conseguiram levar o dinheiro", afirmou o coronel.

Segundo ele, isso ocorreu em 59% dos casos registrados no Estado em setembro. Nos meses anteriores, os bandidos fracassavam em apenas 25% dos casos. De acordo com o coronel, além da prisão de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime - 48 criminosos foram presos, entre os quais 13 policiais militares -, o aumento do policiamento nas áreas mais visadas pelos bandidos contribuiu para a diminuição desse tipo de crime.

Carros. Com o controle da crise dos ataques aos caixas, a PM já resolveu qual será a sua próxima prioridade. "Vamos investir contra os roubos de carros", afirmou o coordenador operacional. O comando da corporação orientou todos os comandantes de área do Estado a planejar blitze contra esse tipo de crime.

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