Polícia quer quebrar sigilo de suspeitos de furto a paiol em SP

Investigadores querem saber se soldado detido participou da ação que levou munição do Exército em Pirassununga

Ricardo Brandt, estadão.com.br

04 Julho 2012 | 20h32

CAMPINAS - A Polícia Civil pedirá a quebra do sigilo telefônico dos três homens apontados como autores do furto de mais de 3 mil cartuchos de paiol em Pirassununga, no interior de SP, e que foram executados na noite do domingo, 1º de julho. A investigação também contará com os registros de mais um detento, conhecido como Grilo, com o objetivo de identificar o quarto elemento envolvido no crime.

A polícia e o Exército querem saber se o próprio soldado, que está detido e confessou ter dado informações aos criminosos, estava junto no momento do crime. Ele é primo de dois suspeitos e diz não ter participado da ação, embora tenha afirmado que quatro pessoas realizaram o furto. A polícia trabalha ainda com a possibilidade de que mais uma pessoa esteja envolvida, explica o delegado seccional de Limeira, José Henrique Ventura.

Conforme adiantou o 'Estado' na última terça-feira, 03, suspeita-se que traficantes do PCC tenham ordenado a execução do furto, devido ao pente-fino desencadeado pelo Exército. A presença de 600 homens armados com fuzis na cidade dificultaria a atuação de traficantes locais.

Provas. Próximo ao quartel, onde foram encontrados materiais deixados pelos assaltantes, a polícia achou um papel de extrato bancário com o nome Grilo. O extrato era da conta de Rogério da Costa Santos, 26 anos, um dos executados e primo do soldado preso.

A polícia então descobriu que Grilo era o apelido de RSS, um criminoso de Porto Ferreira com passagem por assalto e tráfico, preso desde junho por uma tentativa de latrocínio. "Naquela noite, três membros da quadrilha do Grilo aparecem mortos. No dia seguinte, um soldado de Porto Ferreira se apresenta com o pai e pede para ser dispensado por causa da morte de parentes", conta Ventura.

Receptador. A polícia também prendeu um homem suspeito de guardar a munição levada do paiol. Ele foi localizado com a ajuda do soldado preso e detido com um revólver calibre 32. Seu depoimento também deve ajudar na identificação do quarto elemento da quadrilha.

O grupo levou 2.350 cartuchos de fuzil calibre 7.62, 840 cartuchos de calibre 9 mm, 20 cartuchos de borracha de calibre 12 mm, 36 cartuchos de .50 e duas cápsulas de calibre 90mm, usadas em blindados como o "Cascavel". Foram ainda furtadas 12 granadas de bocal para fuzil.

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