Polícia prepara megaoperação para reconstituir sumiço de Joaquim

Reconstituição pode acontecer nesta quinta; área onde morava a família, em Ribeirão, está isolada

Rene Moreira, Especial para o Estado

20 Novembro 2013 | 16h59

RIBEIRÃO PRETO - A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP), com o apoio da Polícia Militar e de órgãos ligados ao setor de trânsito, prepara uma megaoperação para fazer a reconstituição do desaparecimento de Joaquim Marques Ponte, ocorrido há exatos 15 dias. De acordo com o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que coordena a investigação, a área onde fica a casa do garoto será totalmente isolada. A mãe do garoto, Natália Ponte, de 29 anos, e o padrasto e principal suspeito da morte, Guilherme Longo, de 28, estão presos desde o dia 10, quando o corpo foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos.

Castro não diz quando será feita a reconstituição, mas existe a possibilidade de que seja realizada nesta quinta-feira, 21. Ela será feita em duas etapas, com a mãe do menino e o padrasto sendo levados em separado ao local.

Cronologia do caso:

 5 DE NOVEMBRO

Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, desaparece de casa, em Ribeirão Preto, durante a madrugada, após ser colocado para dormir pelo padrasto, por volta da meia-noite, segundo a mãe, a psicóloga Natália Ponte, de 29 anos. Eles afirmam não ter saído de casa. Um dia antes, o padrasto Guilherme Rayme Longo, de 28, foi internado após tentar o suicídio tomando uma cartela de calmante.

DIA 6

A Polícia Civil pede a prisão do casal por contradição. Um cão farejador aponta que Guilherme e Joaquim percorreram a pé o trajeto de casa até um córrego. O padrasto afirma ter saído de casa a pé depois da meia-noite, sem que a mulher visse, para comprar cocaína - ele é viciado - e voltado 40 minutos depois sem encontrar a droga.

DIA 7

A Justiça nega o pedido de prisão do casal e o desaparecimento ganha repercussão nacional. A cidade comovida se envolve nas buscas. A polícia revela que o menino pode estar morto e que o corpo teria sido jogado em um rio.

DIA 8

A polícia pede a quebra do sigilo telefônico do casal e de parentes. O padrasto afirma ter trocado dias antes o telefone celular por quatro cápsulas de cocaína.

DIA 10

O corpo de Joaquim, em decomposição, é encontrado boiando no Rio Pardo, em Barretos, a cerca de 150 quilômetros de Ribeirão. A Justiça decreta a prisão temporária do casal por 30 dias

DIA 11

Imagens das câmeras de segurança mostram no trajeto feito pelo cão farejador uma pessoa passando com um pano no colo e voltando sem ele depois. Natália presta depoimento e revela que o padrasto era agressivo e tinha ciúmes de Joaquim. Ela afirma também que ele disse ter se autoaplicado 30 doses da insulina no menino

DIA 13

O padrasto presta depoimento e nega participação no crime. Ele diz que aplicou nele mesmo as 30 doses de insulina para conter a vontade de usar cocaína. Longo nega também as agressões a Natália

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