Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Polícia prende suspeitos de ataque a ônibus que matou 2 pessoas em São Paulo

Ao todo 7 pessoas foram detidas; alguns, segundo a polícia, apresentam queimaduras na pele

EFE,

09 de dezembro de 2012 | 19h56

SÃO PAULO - A polícia divulgou que prendeu neste domingo sete suspeitos de terem provocado incêndio em ônibus em São Paulo, durante a madrugada, que resultou na morte de duas pessoas que estavam dentro do coletivo.

A informação das prisões foi divulgada pelo delegado Cosmo Stikovics Filho, como resultado de operação da polícia paulista, realizada nas proximidades de onde ocorreu o crime, no bairro de Vila Matilde, na capital paulista.

Segundo o agente, alguns dos detidos apresentavam queimaduras "recentes" na pele, o que fez os policiais desconfiarem de sua participação nos ataques.

O crime aconteceu durante a madrugada em Vila Matilde, na zona norte, onde de acordo com testemunhas, cerca de 20 pessoas atacaram um ônibus que esperava em um terminal para iniciar seu trajeto e o incendiaram sem dar explicações.

Os únicos dois passageiros que estavam no ônibus ficaram presos dentro do veículo, morreram queimados e ficaram carbonizados segundo a PM.

São Paulo sofre desde maio um forte recrudescimento da violência urbana, que as autoridades atribuíram a essa facção criminosa, cujos líderes estão em presídios da cidade.

Desde que começou essa onda de violência, foram assassinados em São Paulo e outras cidades vizinhas cerca de 100 policiais, a maioria deles em lugares próximos a seus domicílios particulares e quando não estavam de serviço.

Segundo dados oficiais, só na cidade de São Paulo cerca de 180 pessoas foram assassinadas em outubro, o que representou um aumento de 114% de mortes em relação ao mesmo mês de 2011.

Além disso, desde maio foram incendiados cerca de 20 ônibus, em episódios que até hoje não haviam deixado vítimas.

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