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Polícia prende suspeito de assassinato de idoso na zona sul de SP

Roberto Gasparino, de 68 anos, havia sacado R$ 6,5 mil quando foi abordado pelos criminosos; autor do disparo está sendo procurado

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

19 Novembro 2015 | 17h20

Atualizada às 21h19

SÃO PAULO - Um suspeito de participar do assassinato do empresário Roberto Gasparino, de 68 anos, morto durante uma “saidinha de banco”, em Moema, na zona sul, foi preso pela Polícia Civil. Outros dois comparsas, entre eles um universitário, foram identificados e estão foragidos.

O crime ocorreu no dia 5. Por volta das 14 horas, Gasparino saiu de um dos restaurantes que tinha em Moema para sacar dinheiro. Ele foi a pé até a Alameda dos Arapanés, onde fica a agência bancária, e retirou R$ 6,5 mil para fazer o pagamento aos funcionários.

Segundo a polícia, imagens de câmeras de segurança mostram que o suspeito preso, Bruno Nascimento de Oliveira, de 27 anos, ficou andando a pé e de moto nas imediações do banco antes de o empresário chegar.

O ladrão, quando estava de moto, era sempre seguido por um Santa Fé preto. Segundo o delegado Anderson Pires Gianpaoli, as quadrilhas têm usado carros de luxo nesse tipo de roubo para despistar a polícia.

As imagens das câmeras também mostram quando o empresário entra na agência e sai depois de 40 minutos. Ele foi seguido pela moto e pelo veículo. “Em um determinado momento, sai um ocupante do Santa Fé e, armado, sobe na garupa da moto. Os dois abordam o senhor Roberto, que tentou fugir, mas acabou baleado no pescoço”, disse o delegado. Os bandidos fugiram sem levar nada.

Segundo a polícia, era Oliveira quem dirigia a moto. No dia seguinte ao roubo, o suspeito telefonou para a Polícia Militar e registrou que sua moto havia sido furtada. Em depoimento, ele admitiu que forjou a situação para tentar enganar os investigadores. A moto foi entregue a um desmanche.

Mas foi graças ao telefonema à PM que os policiais localizaram o suspeito. “A placa da moto foi filmada pelas câmeras, mas o endereço estava errado. Quando ele ligou para a PM, deixou o endereço verdadeiro”, explicou Gianpaoli.

Na delegacia, o suspeito confessou que participou no crime e revelou o nome dos demais comparsas. Ele contou que um dos integrantes da quadrilha, que estava na agência, viu o empresário sacando o dinheiro e avisou os demais. Gasparino foi baleado porque teria tentado fugir dos bandidos.

Participação. Segundo os investigadores, Francisco Willians e Silva, de 27 anos, é o dono do Santa Fé usado no crime. E o universitário Roberto Mateus de Oliveira, de 18, foi quem atirou. Os dois estão foragidos

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