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Polícia prende suspeito de assassinar PM na zona sul de São Paulo

Lucas Oliveira da Silva, de 21 anos, é apontado por usar a arma do policial para atirar contra ele; outras duas pessoas foram detidas

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2016 | 23h54

SÃO PAULO - A Polícia de São Paulo prendeu um suspeito assassinar o soldado Gilberto Jorge da Silva Cardoso, de 35 anos, morto com três tiros na cabeça na frente da mulher e da filha, na região do Campo Limpo, zona sul da capital. Outras duas pessoas também foram detidas, acusadas de ajudar a esconder o criminoso.

O ajudante Lucas Oliveira da Silva, de 21 anos, é por investigadores como responsável por pegar a arma do PM e atirar contra a vítima. Ele foi preso em um conjunto habitacional, localizado na Rua Serra do Pilar, no Jardim Macedônia, na zona sul. Com ele, foi encontrado um revólver calibre 38, que pertencia ao policial, e uma pistola calibre 635, também usada no crime.

Outro suspeito continua foragido. Aos policias, Silva teria afirmado que o comparsa é menor de idade e também atirou no policial. Além dele, foram detidos o ajudante Henrique Leite Barros dos Santos, de 24 anos, e sua mulher Simone Nunes de Brito, de 22, acusados de ajudar o criminoso a se esconder. As prisões aconteceram durante operação formada por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e por agentes do serviço reservado da Polícia Militar.  

Crime. Cardoso estava de folga e levava a filha de quatro anos para uma consulta médica por volta das 5h50 desta sexta-feira, 4. Ele foi abordado na Rua Prudêncio do Amaral, no Campo Limpo, segundo testemunhas, por uma motocicleta e um Fiat Uno. Segundo informações do Deic, o objetivo dos criminosos era roubar o veículo das vítimas, um Toyota Corolla  

O PM teria descido do carro e um dos criminosos apanhou a arma do policial, que estava escondida sob o banco do veículo. Os bandidos roubaram os celulares do casal e atiraram contra Cardoso, que foi atingido por três disparos na cabeça. O soldado chegou a ser levado para o Hospital Municipal do Campo Limpo, onde os médicos constataram sua morte. 

 

Policiais militares que atenderam a ocorrência encontraram a mulher da vítima sentada dentro do carro, em estado de choque. "Mataram meu marido", era a frase que a vítima repetia, segundo os policiais. De acordo com ela, a família tinha acabado de sair do condomínio onde morava quando foi abordada.

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