Polícia prende sete envolvidos no roubo ao laboratório da Eurofarma

Investigadores descobriram galpão onde estavam os quatro caminhões carregados com medicamentos

23 Outubro 2012 | 11h47

SÃO PAULO - A polícia prendeu sete pessoas envolvidas no roubo a um laboratório da Eurofarma em Itapevi, na Grande São Paulo, ocorrido na madrugada de segunda-feira, 22. Com os bandidos, detidos entre a manhã e a tarde de ontem, foram recuperados quatro caminhões carregados com medicamentos e apreendidos quatro carros:um Citröen C3, um Volkswagen Fox, um GM Vectra e um GM Zafira, esses três últimos utilizados no crime.

Os policiais 5ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Banco chegaram aos criminosos depois de descobrirem a base operacional do bando, um galpão na avenida Atílio Brugnoli, em Parada de Taipas. No local estavam os quatro caminhões usados na invasão do laboratório. O comerciante J.V.C., de 38 anos, responsável pelo imóvel, acabou preso.

Outros cinco integrantes foram presos quando chegavam à base operacional. Eles ocupavam o C3 e o Fox. Os policiais prenderam o taxista A.M.M., de 33 anos, seu primo, o caminhoneiro E.S.M., de 25, o motoboy G.D.R., de 34, o vendedor de veículos E.L.S., de 21, e o ajudante I.M.S., de 35.

As operações também ocorreram em Osasco, na Grande São Paulo. A partir da confirmação de quem estava por trás da invasão do laboratório, uma equipe da 5ª Delegacia se deslocou até a cidade, onde o líder da quadrilha, o marcineiro M.M., conhecido como Cão, de 32 anos, foi detido. Ele foi preso em casa, no Jardim Santa Rita.

No local os policiais apreenderam o Vectra usado nos crimes praticados pelo bando, preparado parecer uma viatura. De acordo com Marchiori, a quadrilha simulou blitz policial para enganar a segurança da Eurofarma.

As prisões são um desdobramento de investigações iniciadas em abril deste ano, quando outros 14 integrantes da quadrilha foram presos no bairro do Cambuci, região central de São Paulo. Na época, a polícia obteve informações de que alguns remanescentes do grupo continuavam na ativa, se passando por policiais.

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