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Polícia prende quarto suspeito de assassinar dentista no ABC

Tiago de Jesus Pereira, de 25 anos, foi detido em Itapevi, Grande São Paulo, na madrugada desta segunda; vítima foi queimada viva dentro de seu consultório

O Estado de S. Paulo

29 Abril 2013 | 07h51

SÃO PAULO - A polícia prendeu na madrugada desta segunda-feira, 29, o quarto suspeito de participar do assalto e assassinato da dentista Cinthya Magaly Coutinho, queimada viva dentro de seu consultório na tarde de quinta-feira, 25, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Thiago de Jesus Pereira, de 25 anos, foi detido na casa de parentes, em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo.

De acordo com o delegado seccional de São Bernardo do Campo, Waldomiro Bueno Filho, o suspeito nega participação no crime, mas confessou ter cometido outros assaltos do tipo. Seus comparsas, detidos na madrugada de sábado, confessaram o assalto. Um menor de 17 admitiu ter ateado fogo na dentista com um isqueiro, depois de o grupo molhado com álcool. Jonatas Cassiano Araújo, de 21 anos, e Victor Miguel Souza Silva, de 24 anos, supostamente o líder do bando, foram presos na mesma operação.

O crime. Os criminosos invadiram a clínica odontológica de Cinthya na tarde de quinta-feira. O líder do grupo, Victor Miguel Souza Silva, de 24 anos e mais um adolescente de 17 anos a embeberam de álcool e a imobilizaram com as mãos nas costas enquanto a ameaçavam com um isqueiro que passavam de um para o outro. Jonatas Cassiano Araújo, de 21 anos, e Thiago de Jesus Pereira, de 25 anos, tomaram seu cartão de crédito para fazer um saque em um caixa eletrônico.

Ao receber a notícia por celular de que a dentista só tinha R$ 30 na conta, o jovem ficou irritado e ateou fogo na vítima. Araújo foi identificado pelas câmeras de segurança do posto de gasolina e reconhecido pela sua mãe, que prestou depoimento antes de ele ser preso. Ela é a dona do Audi preto usado no crime. Três dos criminosos foram presos na madrugada de sábado, 27. Thiago, preso nessa madrugada, era o último procurado.

O consultório de Cinthya funcionava nos fundos de sua casa. Ela era solteira e morava com os pais e uma irmã, que tem deficiência mental. 

Na manhã de sexta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou o crime de "bárbaro" e vergonhoso. Em pronunciamento no sábado em Barretos, no interior de São Paulo, lamentou o envolvimento de um menor.

Em coletiva de imprensa na tarde de sábado, repleta de autoridades da segurança pública de São Paulo, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, defendeu maior rigidez na punição de menores, em especial a proposta do Governador Geraldo Alckmin por uma mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que amplie o período de internação de infratores que cometem crimes graves.

"Temos uma legislação falha, que é bastante precária, e não podemos viver mais situações como essa o tempo todo deixando desprotegidos os cidadãos. É preciso que haja uma rigidez adequada da legislação”, afirmou.

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