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Polícia prende quadrilha suspeita de atacar 22 bancos

Segundo as investigações, grupo invadia agências para roubar armas de vigilantes, guardadas em armários, fora do horário de expediente

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2016 | 14h10

SOROCABA - A Polícia Civil prendeu parte de uma quadrilha suspeita de ter assaltado pelo menos 22 agências bancárias nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro desde o início do ano. O alvo preferencial dos criminosos eram as armas dos vigilantes, mas também houve roubo de caixas eletrônicos. Dois suspeitos estão presos desde o início desta semana no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba, após serem flagrados tentando roubar uma agência do banco Santander. 

Fotos dos criminosos inseridas no sistema de informações da Polícia Civil levaram a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí a identificar os suspeitos como integrante de uma quadrilha que vinha sendo investigada pelos ataques.

Um deles, flagrado em várias ações pelas câmeras do circuito interno dos bancos, tinha um problema no couro cabeludo caracterizado pela ausência de cabelos em alguns pontos. De acordo com o delegado Carlos Eduardo Barbosa, de Jundiaí, a característica física incomum permitiu a identificação do suspeito.

Segundo ele, os criminosos agiam principalmente fora do horário de expediente bancário, acessando a área de atendimento eletrônico. Em seguida, forçavam a entrada e iam até o armário onde as armas eram guardadas. A ação era muito rápida e, quando a polícia chegava, os ladrões já tinham fugido.

Em alguns casos, o bando rendeu funcionários e vigilantes para consumar o roubo. Já em outros, o sistema de alarme dos bancos foi desativado. 

A DIG de Jundiaí tenta identificar outros integrantes do bando que, apenas nas regiões de Sorocaba e Campinas, roubou armas em pelo menos 15 agências. Os policiais buscam ainda localizar as armas furtadas. A sequência de ações levou a Polícia Civil a se reunir com representantes dos bancos e sindicatos de vigilantes visando à instalação de cofres para a guarda das armas nas agências.

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