Polícia Civil/Divulgação
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Polícia prende quadrilha que assaltava joalherias em shoppings de São Paulo

Integrantes do grupo, incluindo mulheres, se passavam por clientes para roubar lojas; eles seriam responsáveis por pelo menos três casos na capital

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2013 | 09h22

SÃO PAULO - Um grupo suspeito de se disfarçar de clientes para assaltar joalherias em shoppings de São Paulo foi detido pela Polícia Civil em uma operação divulgada nesta segunda-feira, 26. A prisão de Ademir Fogaça de Almeida, de 39 anos, suspeito de liderar a quadrilha, ocorreu no dia 14, após buscas feitas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Os agentes detiveram também outras quatro pessoas que seriam da mesma quadrilha.

Segundo a investigação, o grupo seria responsável por pelo menos três ataques a joalherias da capital. Um deles teria ocorrido no dia 12 de julho, no Shopping Ibirapuera. Ness ocasião, os roubos aconteceram simultaneamente em dois andares diferentes do centro de compras. Os assaltantes usaram a mesma tática: fingiram que eram consumidores para se aproximar dos lojistas e atacaram. No dia 29 de julho, eles repetiram a ação em outra joalheria do mesmo shopping.

A polícia chegou aos suspeitos depois do dia 30 de julho, quando descobriu o ponto de reunião da quadrilha. A equipe do Deic cercou um bar na Favela do Abacateiro, em Interlagos, na zona sul, e deteve dois suspeitos, Everton de Jesus, de 27 anos, e uma adolescente de 16 anos. De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam mulheres que se passavam por clientes para facilitar os assaltos. Os dois detidos em Interlagos, segundo a polícia, confirmaram a participação em roubos no Shopping Ibirapuera em 12 e 29 de julho.

Na quarta-feira passa, a polícia fez outra operação na mesma região e encontrou mais dois suspeitos de participarem do esquema: o eletricista Diego de Oliveira, de 26 anos, e o office-boy Rony da Cruz, de 23 anos.

De acordo com o Deic, Almeida afirmou à polícia que pesquisava o local que iria atacar e usava uma estratégia de dividir seus comparsas em três blocos: o primeiro era responsável pela invasão da loja e o segundo vigiava o corredor e criava tumulto para desviar a atenção de seguranças.A última parte do bando (apelidada de cavalo) aguarda os ladrões dentro de veículos para ajudar na fuga.

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