Polícia prende quadrilha de adolescentes que furtava prédios no centro de São Paulo

Grupo se aproximava de jovens moradores para obter informações sobre possíveis alvos

Bruno Deiro, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2013 | 16h11

SÃO PAULO - Um grupo de sete jovens, quase todos adolescentes entre 19 e 20 anos, foi detido na noite de quinta-feira, 12, por suspeita de furto a prédios de classe média na região de Santa Cecília, região central de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha se aproximava de jovens moradores para descobrir apartamentos com pouca movimentação para realizar os crimes. Cinco homens foram presos e dois menores, de 17 anos, foram encaminhados para a Fundação Casa.

Pelo menos quatro furtos já foram confirmados e outros casos ainda estão sendo investigados. Na última segunda-feira, 9, um dos ladrões foi identificado por câmeras de segurança de um prédio na Rua Albuquerque Lins. De acordo com a polícia, ele estava acompanhado de dois outros jovens. Com a ajuda de informantes, os investigadores conseguiram localizar por volta das 18 horas desta quinta-feira o esconderijo do grupo, que ficava em um prédio ocupado por sem-teto na Rua Conselheiro Brotero.

No local, encontraram ferramentas como pés de cabra, furadeiras e serras, usados nos roubos, além de celulares furtados, uma pistola 7.65 mm e pequenas quantidades de drogas. Para entrar nos prédios, eles aliciavam jovens moradores que pudessem ajudar com informações. Depois de furtarem pertences que iam desde perfumes e joias a eletrodomésticos, saíam com o material roubado em mochilas.

"Eles convenciam os jovens moradores a indicar locais e ofereciam uma pequena recompensa", afirma Edevaldo Pereira da Silva, chefe dos investigadores do 77.º Distrito Policial, em Santa Cecília, onde o caso foi registrado. Os prédios, na maioria, contavam com porteiros, mas não há indícios de que estivessem envolvidos com os crimes.

A maioria dos integrantes da quadrilha mora na região central da cidade, e um oitavo suspeito, apelidado de "Alemão", está foragido. Os jovens maiores de idade, que têm entre 19 e 25 anos, já estão presos no Centro de Detenção Provisória (CDP).

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