Polícia prende mulher de executivo morto a tiros no Brooklin

Ela e seu amante, que também foi detido, são suspeitos de ter mandado matar Luiz Eduardo Barreto; ambos confessaram o crime

O Estado de S. Paulo

03 Junho 2015 | 21h21

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira, 3, a mulher do executivo Luiz Eduardo de Almeida Barreto, de 49 anos, que foi morto a tiros no Brooklin, zona sul de São Paulo, na tarde de segunda-feira. O amante dela também foi detido. Eliana Freitas Barreto e Marcos Fábio Zeitunsian, ambos de 46 anos, são suspeitos de terem contratado uma pessoa para matar Barreto para ficar com o seguro de vida dele, de R$ 500 mil.

O executor, Eliezer Aragão, de 46 anos, já havia sido preso em flagrante na tarde de segunda-feira com a arma do crime da mão. No 96° DP (Cidade Monções), a polícia identificou fotos da vítima em seu celular, além de comunicação recorrente com um número que depois descobriu-se ser de Zeitunsian.

O delegado titular do 96° DP, Anderson Giampaoli, disse que Zeitunsian foi preso em casa na manhã desta quarta-feira e confessou que ele e Eliana planejavam a morte do marido dela há um ano. O objetivo era usar o dinheiro do seguro para abrir um negócio para Zeitunsian. Ele trabalhava como segurança em um shopping.

Os dois se conheceram há 12 anos, quando tiveram um relacionamento, e permaneceram separados até dois anos atrás, quando se reencontraram. Eliana morava em Aparecida, no interior de São Paulo, e ficava com o amante durante a semana. Nos fins de semana, Barreto, que trabalhava na capital e morava em um apartamento alugado no Morumbi, voltava para casa. Barreto e Eliana tinham dois filhos, um de 15 e outro de 17 anos.

Aragão estava em liberdade condicional após cumprir 17 de 23 anos de prisão por latrocínio e foi contatado por Zeitunsian para matar Barreto. Ele receberia R$ 3 mil pelo serviço.

Crime. Luiz Eduardo de Almeida Barreto foi abordado por três assaltantes por volta das 14h50 de 1° de junho e entregou seus pertences, mas mesmo assim foi baleado. Ele levou três tiros, dois na região do abdome e um na perna, e morreu no local, que é próximo à Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, bastante movimentada. A princípio, suspeitava-se de latrocínio (roubo seguido de morte), mas depois se confirmou que o assassinato havia sido encomendado.

A Polícia Militar informou que, avisada da ocorrência por pessoas que passavam pelo local do crime, deslocou uma viatura e conseguiu prender Eliezer Aragão com a arma na mão.

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