Polícia prende mais dois por morte na Galeria do Rock

Homens chegaram ao local com o acusado de matar mulher com golpe de faca no pescoço

Bruno Ribeiro , O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2013 | 12h54

SÃO PAULO - A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira, 12, que prendeu em flagrante mais dois acusados de envolvimento na morte de uma jovem, aparentando 25 anos, que foi esfaqueada no pescoço e morreu dentro de um bar na Galeria do Rock, tradicional ponto de venda de artigos musicais do centro da capital paulista, na tarde de quarta-feira, 11. O açougueiro Eduardo Thomé Nunes Santos, de 35 anos, e Ricardo Gabriel Inácio, de 26, já estavam detidos desde a tarde do crime, juntamente com o autor do golpe, o tatuador Rodolfo Preisig de Almeida, de 28 anos.

Os três acusados haviam sido levados, por policiais militares e guardas-civis metropolitanos, até o 3º Distrito Policial (Santa Ifigênia) pouco após o crime. A Polícia Civil havia confirmado a prisão em flagrante apenas do acusado Almeida. Mas após ouvir o relato dos outros dois detidos, na noite de quarta, a polícia decidiu que a prisão em flagrante seria estendida aos demais suspeitos.

Santos e Inácio foram denunciados por testemunhas que presenciaram o assassinato. Elas disseram à GCM que ambos haviam chegado com Almeida à galeria.

Além da acusação de serem cúmplices no assassinato, ambos foram indiciados também por resistência à prisão. Eles tentaram fugir dos guardas-civis municipais que auxiliaram a Polícia Militar na caça aos suspeitos, tentando correr no meio do trânsito da Avenida São João.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a vítima, conhecida apenas como Renata, ainda não tinha a identidade confirmada na manhã desta quinta-feira, 12.

Informações preliminares, divulgadas pelos policiais que participaram da prisão, davam conta de que um dos suspeitos seria irmão de Almeida. Mas, agora, a polícia esclareceu o mal-entendido.

Crime. Renata estava em um bar do subterrâneo da galeria, sentada no balcão, quando Almeida entrou no estabelecimento, gritou com ela e a atacou. Ambos eram clientes antigos do proprietário do bar, que os classificou como "briguentos".

A polícia investiga se o crime foi motivado por uma briga da vítima com a mulher do acusado. Imagens do circuito interno de TV do bar mostram que as duas tiveram uma discussão pouco antes do crime, cometido às 16h.

Outra linha de investigação é que o assassinato pode ter sido resultado de uma briga de gangues. Ambos seriam de grupos punks que frequentam a região, mas a vítima teria abandonado os amigos e passado a sair com uma gangue rival.

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