Reprodução/Polícia Civil
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Polícia prende homem que matou dois moradores de rua com barra de ferro em SP

Manoel Almeida da Silva, de 46 anos, também é morador de rua e confessou o crime, que teria sido motivado por uma briga durante jogo de dominó

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2017 | 12h33

A polícia prendeu na manhã desta quinta-feira, 31, o homem que matou dois moradores de rua em Santo André, na Grande São Paulo, neste domingo, 28. Manoel Almeida da Silva, de 46 anos, também é morador de rua e confessou o crime, que teria sido motivado por uma briga durante jogo de dominó. 

Em depoimento à polícia, Silva disse que se arrepende. "Ele alega que pela manhã estavam jogando dominó, as vítimas não queriam que ele parasse de jogar e uma discussão se iniciou. Ele conta que as vítimas o agrediram. À tarde, ele voltou ao local, viu a barra de ferro e atacou os dois", explicou Edson Barbosa, chefe de investigação de Homicídios da Seccional de Santo André. "Foi uma banalidade. Matou por uma briga de jogo de dominó".

A prisão ocorreu no centro de Santo André, durante abordagem de rotina da Polícia Militar por volta das 9h30. Um mandado de prisão temporária havia sido expedido na noite desta quarta-feira, 30. Os policiais identificaram o suspeito e comunicaram à Polícia Civil. 

Silva foi filmado por uma câmera de segurança de uma clínica médica na frente de onde o crime aconteceu. As vítimas foram identificadas pela Polícia Civil como Fabio Netto das Neves, de 48 anos, e Michael Steer Renshaw, de 50, que nasceu na Inglaterra e morava no Brasil havia cerca de dez anos. Vizinhos os descreviam como "tranquilos e prestativos". Um terceiro homem, também em situação de rua, foi atacado, mas conseguiu fugir.

Segundo as investigações, a barra de ferro usada nas agressões foi removida da estrutura de um estacionamento na calçada. 

O homem tem passagens pela polícia por ameaça contra a ex-mulher e falta de pagamento de pensão aos filhos. Silva foi preso duas vezes em flagrante por furto - entre elas, em maio deste ano, quando furtou o celular de uma enfermeira em um posto de saúde no centro de Santo André.

O chefe da Seccional pedirá a prisão preventiva do acusado, que passará por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e cumprirá prisão temporária na cadeia pública. 

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