Acervo pessoal
Acervo pessoal

Polícia prende homem que atropelou intencionalmente mulher em Jundiaí

Depois de derrubar com o carro Aline Cristina das Neves, Eduardo Paulo Silva de Oliveira deu ré e passou sobre o corpo dela; ele vai responder por feminicídio

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2017 | 09h13

SOROCABA - A Polícia Civil prendeu na madrugada desta quarta-feira, 1º, o homem acusado de atropelar intencionalmente e passar o carro sobre o corpo de sua mulher, na terça-feira, 31, em Jundiaí, no interior de São Paulo. O suspeito estava escondido na casa de um conhecido, que chamou a polícia. Os policiais encontraram o autor do crime escondido sob uma cama. Ele vai responder por feminicídio, crime considerado hediondo.

O crime aconteceu em uma avenida do bairro Retiro. A vítima, Aline Cristina das Neves, de 36 anos, trabalhava como frentista em um posto e chegava para o trabalho quando foi alcançada pelo agressor, Eduardo Paulo Silva de Oliveira, de 31.

De acordo com testemunhas, depois de atropelar e derrubar a vítima, o homem deu ré no carro e passou sobre o corpo. 

O casal era da Região Norte do País e estava na cidade havia dois anos. Uma irmã da vítima, que mora no Maranhão, relatou à polícia que o cunhado era possessivo e violento. Segundo ela, o casal brigava com frequência e a irmã, que não tinha outros parentes em Jundiaí, não tinha a quem recorrer e vivia com medo.

O casal tinha discutido antes do crime e, ameaçada, Aline pediu ao filho de um vizinho que a acompanhasse até o trabalho.

Os dois foram seguidos por Oliveira em seu carro. Quando ela estava próxima do posto em que trabalhava, foi alcançada. O vizinho ainda tentou puxá-la, mas Aline foi atingida pelo automóvel. Em seguida, o homem parou, deu ré e passou sobre o corpo caído. A vítima foi socorrida com vida, mas morreu após dar entrada no Hospital São Vicente.

O atestado de óbito apontou parada cardiorrespiratória causada por traumatismo craniano. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do acusado. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.