Polícia prende envolvidos em roubo do terminal de cargas de Cumbica

Dois suspeitos foram presos e um terceiro é procurado; ao menos 10 estariam ligados ao crime, que ocorreu em setembro

O Estado de S. Paulo - Atualizado às 13h29 do dia 19/12

16 Dezembro 2013 | 13h02

A Polícia prendeu dois envolvidos no ataque contra o depósito de mercadorias no terminal de cargas do aeroporto André Franco Montoro, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O crime aconteceu em setembro e a prisão foi feita na terça-feira passada, 10, mas divulgada apenas nesta segunda-feira, 16.

A operação foi feita por Integrantes da 2ª Divecar (Delegacia de Investigações sobre Roubos de Cargas) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Eles detiveram um empresário do ramo de eletroeletrônicos e um dos vigilantes que estava em serviço no dia do assalto.

Segundo o delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, titular da 2ª Divecar, a quadrilha contou com o assessoramento do empresário Alexandre José de Lima, de 32 anos, que indicou os principais produtos a serem levados. "O empresário estava junto da quadrilha durante a invasão. Ele escolhia qual carga era interessante. Parecia um degustador selecionando as melhores mercadorias", disse Matheus Júnior.

As apurações, segundo a Polícia Civil, também revelaram a colaboração do segurança Wesley Souza de Narciso, de 25 anos. Imagens do circuito de segurança do depósito flagraram o vigilante cumprimentando um dos invasores. Ao perceber gafe, ele levanta as mãos como se estivesse sendo ameaçado.

A equipe da 2ª Divecar deteve os dois acusados em Guaianazes, Zona Leste. Os policiais apreenderam com Lima dois utilitários: um Porsche Cayenne e um Hyundai Tucson. Os investidores encontraram na casa de Narciso um revólver calibre 38 e munições para a arma, além de munições calibre .380.

Os policiais também identificaram um terceiro envolvido, apontado como o líder de todo ataque. As investigações indicam que ao menos 10 pessoas participaram do crime.

Outro lado. O advogado Ricardo Fleck Martins, representante de Lima, afirmou que não há provas concretas contra o empresário e que ele não estava em Guarulhos no dia e hora do assalto ao terminal de cargas. Segundo Martins, o cliente estava na capital, levando o sobrinho para a casa do irmão no momento do crime, o que poderia ser provado por duas testemunhas. "Basta que o delegado peça o rastreamento pelo celular dele para verificar isso", diz.

O defensor alega também que a polícia se baseou no reconhecimento parcial feito por uma testemunha para efetuar a prisão. "A pessoa falou que não tinha certeza que era ele e disse que o suspeito usava cavanhaque e bigode, coisas que meu cliente não usa", afirmou, dizendo ter fotos e testemunhas para provar. "Você manter um réu primário preso com base em um reconhecimento parcial é um abuso."

Martins disse que não foi encontrado nada ilícito com o cliente e afirmou ter provas de que os carros e os demais bens do empresário não foram adquiridos com dinheiro de origem criminosa.  O defensor afirma que apresentará documentos ao juiz responsável na Vara Criminal de Guarulhos para impedir que a prisão preventiva de Lima seja decretada, o que pode ocorrer na quinta-feira, 19, quando expira a prisão temporária.

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