Polícia prende empresários de ônibus fretados em Campinas

Em ação com MP, sete são detidos acusados de cartel; entre eles, donos de empresas como Rápido Luxo e Capriolli

O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2011 | 03h03

Em operação conjunta do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Publico Estadual em Campinas e o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) da Polícia Civil, sete foram presos ontem, entre os quais quatro empresários, acusados de formação de cartel e quadrilha, fraudes em licitações e crime contra a economia no transporte de ônibus por fretamento.

A operação, que destacou 60 policiais, começou no final da madrugada para cumprir oito mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça - uma pessoa não foi localizada. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em quatro concessionárias e um sindicato do setor e em endereços de empresários de Campinas, Itu, Vinhedo, Valinhos e Capivari.

Foram detidos os empresários Belarmino Marta Júnior (VB Transportes, Rápido Luxo e Capriolli), apontado como suposto chefe do esquema, Ariovaldo Marta (Rápido Luxo ), Miguel Moreira Júnior (Transmino) e Brijeiro Júnior (Exclusiva Transportes), além de funcionários de empresas e do sindicato do setor de transportes por fretamento da região de Campinas.

Os policiais recolheram computadores, documentos, notebooks pessoais e ainda cheques, dinheiros em espécie, inclusive dólares e euros - os valores não foram divulgados. Os acusados seriam levados ao 2.º DP de Campinas e as duas mulheres para a Cadeia Feminina, em Paulínia.

Três advogados se apresentaram como representantes dos acusados, mas se recusaram a dar declarações, alegando desconhecer o teor do processo contra seus clientes.

Segundo o Gaeco, as investigações começaram há dois anos, após denúncias de empresários que não integravam o sindicato do setor e não conseguiam explorar linhas de transportes em empresas públicas e privadas. Entre as vítimas do cartel, está o departamento que administra o transporte por fretamento de servidores da Unicamp.

"Os empresários combinavam propostas e já sabiam quem venceria as licitações", diz o promotor do Gaeco Adriano Andrade de Souza. "Desconfiamos que a estrutura do sindicato era usada para cadastro. O grupo decidiria qual empresa deveria contratar qual cliente." / ROSE MARY DE SOUZA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.