Polícia Civil/Divulgação
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Polícia prende empresário suspeito de lavar dinheiro do PCC em Sorocaba

Policiais fizeram buscas numa das sorveterias e na residência do suspeito e apreenderam mais de 20 quilos de drogas, totalizando 7,2 mil porções de crack, cocaína e maconha

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2019 | 17h36

SOROCABA - Um empresário suspeito de lavar até R$ 2 milhões por mês para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso nesta sexta-feira, 1º, numa operação da Polícia Civil, em Sorocaba, interior de São Paulo. De acordo com a investigação, o suspeito comandava a contabilidade de pontos de venda de drogas na zona norte da cidade e utilizava seus estabelecimentos comerciais para dar aparência legal ao dinheiro. Agnaldo Ferreira Pires, de 42 anos, é dono de quatro sorveterias, um buffet infantil e uma chácara de eventos na cidade.

O suspeito foi preso em sua casa, localizada em condomínio de alto padrão, na zona industrial do município. Com apoio da Guarda Civil Municipal, a polícia fez buscas numa das sorveterias e na residência do suspeito, onde foram encontradas drogas prontas para distribuição. No total, foram apreendidos mais de 20 quilos de drogas, totalizando 7,2 mil porções de crack, cocaína e maconha. Os policiais apreenderam uma máquina de contar dinheiro, cadernos de anotações e rádio comunicadores, além de um veículo.

As investigações aconteciam desde o ano passado, quando a polícia prendeu pessoas ligadas ao tráfico na zona norte de Sorocaba. Pires foi apontado como um dos mais influentes líderes do PCC na cidade. De acordo com a Polícia Civil, enquanto cada sorveteria do empresário tinha um lucro real de cerca de R$ 2 mil mensais, o lucro obtido com o tráfico podia chegar a R$ 2 milhões. Depois de distribuir a droga aos 'gerentes' de pontos de tráfico, o empresário recolhia o dinheiro dos traficantes e repassava para outros membros da facção, ficando com uma parte. Para lavar o dinheiro, o empresário inflava o lucro das sorveterias. 

O empresário responde a processo por corrupção ativa desde o ano passado, quando teria tentado subornar policiais militares. Ele deve ser levado para audiência de custódia, no plantão judiciário, na manhã deste sábado, 2. A rede de sorveterias divulgou nota destacando a idoneidade de seus negócios. A defesa de Pires informou que ainda buscava mais informações sobre as acusações contra ele e se manifestará oportunamente.

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