Polícia prende dupla que explodiu ao menos 12 caixas eletrônicos

Segundo a investigação, os criminosos agiam em bandos numerosos, cercavam a cidade e levavam a maior quantidade de dinheiro possível

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

06 Março 2014 | 20h14

SOROCABA - Uma operação da Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira, 6, no interior de São Paulo, dois dos principais integrantes de uma quadrilha especializada em explodir caixas bancários automáticos. Segundo a polícia, o bando explodiu pelo menos 12 caixas em oito cidades do interior.

J.W.C., de 30 anos, apontado como o líder do bando, foi preso na cidade de Sumaré, região de Campinas. O segundo homem da quadrilha, P.H.A.P., de 25 anos, foi cercado e detido no assentamento Zumbi dos Palmares, em Iaras, região de Avaré. No quintal da casa foi apreendida a carcaça de um caixa eletrônico do Banco do Brasil. Os dois tinham passagem pela polícia.

A operação, denominada Cangaço, mobilizou 50 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e das delegacias seccionais vinculadas ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) de Sorocaba. De acordo com o delegado Rubens César Garcia Jorge, com a prisão dos suspeitos foram esclarecidos ataques a caixas eletrônicos em agências bancárias de Águas de Santa Bárbara, Coronel Macedo, Anhembi, Borebi, Espírito Santo do Turvo, Avaí, Joanópolis e Mogi das Cruzes. A polícia descobriu que o bando atacaria nesta semana agências bancárias em Sarutairá e voltaria a agir em Águas de Santa Bárbara, na região de Avaré.

Operação. Segundo a investigação, os criminosos agiam em bandos com um grande número de pessoas, cercavam a cidade e explodiam os caixas, levando a maior quantidade de dinheiro possível. Nos municípios menores, os bandidos atiravam contra bases da Polícia Militar e disparavam a esmo para assustar a população. Em algumas ações, usavam artifícios para confundir a polícia, como falsas denúncias de crimes em andamento. De acordo com o diretor do Deinter de Sorocaba, Júlio Guebert, as investigações devem levar a outros integrantes da quadrilha.

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