JOSE PATRICIO/ESTADÃO
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Polícia prende dois suspeitos pela morte de funcionário de colégio em Higienópolis

Assassinato após tentativa de assalto causou comoção e protestos de colegas e alunos

Bruno Deiro e Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

04 Junho 2013 | 23h20

A polícia prendeu nesta terça-feira, dia 4, dois suspeitos de envolvimento na morte de um funcionário do Colégio Nossa Senhora de Sion, na Avenida Higienópolis, na tarde de segunda. Os jovens, de 16 e 22 anos, que negam terem assassinado Eduardo Paiva, de 39 anos, foram detidos na zona leste da cidade, na região de Sapopemba, e encaminhados para o 77º DP, em Santa Cecília. Segundo os policiais, serão consultadas uma testemunha e as imagens que registraram o crime para tentar fazer o reconhecimento.

Eduardo foi morto quando retornava ao colégio, logo após sacar dinheiro em uma agência bancária próxima. Nesta terça, alunos puseram flores e cartazes em uma árvore em frente ao local do crime, na região central da cidade. Os estudantes deixaram mensagens pela paz e em solidariedade a Eduardo Paiva, de 39 anos, auxiliar de manutenção na instituição de ensino havia oito anos.

"Cadê a Segurança” e “Descanse em Paz” eram algumas das frases escritas pelos alunos, que voltaram às aulas ontem em clima de tristeza, segundo a assessoria da escola. Algumas professoras comentaram o caso e deram dicas de segurança. “A gente ficou triste. A professora falava que era para termos mais cuidado”, afirma uma aluna de 12 anos, que como muitos na escola não teve aula no dia do crime por causa de um conselho de classe em várias turmas. Ela ficou sabendo da notícia pelas redes sociais, onde outros colegas postaram mensagens de indignação.

Já os alunos do Colégio Rio Branco, que tem uma saída de frente para a Avenida Angélica, ficaram muito mais apreensivos, segundo relato de pais ouvidos pela reportagem. “Minha filha me ligou dizendo que viu uma poça de sangue. É a primeira vez que ela vê algo assim tão de perto”, afirmou uma mãe. A filha, de 12 anos, afirma que soube do fato pela coordenadora.

O arquiteto Walter Galvão, de 38 anos, foi buscar na manhã de anteontem sua duas filhas, de 11 e 10 anos do Rio Branco. “Papai, parece que caiu uma árvore e você não vai conseguir entrar”, avisou a mais velha, por telefone. Minutos depois, ela liga novamente: “Papai, não é árvore, não, é que mataram um moço”. “Fiquei completamente nervoso e preocupado” diz Galvão. “Mudei o meu caminho, porque a Higienópolis estava interditada e cheia de polícia”.

O Sion estuda fazer uma homenagem e uma manifestação para Paiva com alunos neste final de semana. O colégio arcará com as despesas de translado do corpo até Vitória da Conquista, Bahia, onde será enterrado.

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