Polícia prende dois suspeitos de liderar PCC no ABC

Prisões acontecem menos de um mês após operação na região; líderes foram substituídos e já atuavam na facção

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2014 | 17h26

Menos de um mês após realizar prisões contra membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Civil voltou a agir na região metropolitana de São Paulo. Nesta quarta-feira, 17, a Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de São Bernardo do Campo identificou e prendeu homens que atuariam como líderes da facção no ABC.

Marcos Lauriano da Silva, conhecido como "são paulino", e Wellington Ferreira de Souza, "Fulba" ou "FB" foram presos e apontados como líderes do PCC na região após a investigação contra os antigos ocupantes do posto. No dia 22 de agosto, a polícia havia prendido mais de 20 pessoas ligadas à facção, o que teria forçado a "reestruturação" da organização criminosa.

O delegado Carlos Alberto da Cunha afirma que os suspeitos eram os substitutos designados para representar a facção na rua em negócios de tráfico de drogas e eventuais ações de punição. Marcos Lauriano já ocupava há 20 dias o posto "de confiança" no ABC e Wellington Ferreira dividiria o posto ainda nesta semana. Com a ação, a polícia disse ter desarticulado novamente a liderança da facção na região.

"Os elementos de prova apontam para a ligação deles com a facção e seriam responsáveis pela ação do PCC nas ruas", disse Cunha ao Estado na tarde desta quarta. Em nota, a polícia disse ter interceptado conversas entre os membros que podem comprovar a atuação da dupla com a criminalidade.  Marcos Lauriano responde a ações de tráfico de drogas e roubo na Justiça de São Bernardo do Campo.

Sintonia final. No dia 22 de agosto, a Polícia Civil havia deflagrado operação para combater o PCC em São Paulo. Na oportunidade, mais de 20 mandados de prisão foram cumpridos e entre os suspeitos detidos estavam duas pessoas que representavam o interesse de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da facção.

Naquela oportunidade, o delegado Carlos Alberto da Cunha havia destacado a forma com a qual os líderes suspeitos agiam. "O cargo deles nasceu para aliviar o comando preso. Eles ganharam autonomia e em uma série de ações não tinham necessidade de se reportar. Como a comunicação estava exígua, eles tiveram a necessidade de ampliar os poderes na rua", explicou.

Os cargos teriam nascido por causa de medidas do Estado, como bloqueadores de celular e escutas, que dificultaram a comunicação entre os criminosos.

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