Divulgação/PM-SP
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Polícia prende dois PMs acusados de matar colega em briga de trânsito

Assassinato do policial Douglas Barbosa aconteceu durante o feriado prolongado na Vila Jacuí, na zona leste da capital; veja os vídeos

Bruno Ribeiro e Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2016 | 13h05

SÃO PAULO - Dois policiais militares da capital paulista foram presos na madrugada desta quarta-feira, 16, acusados de matar o também PM Douglas Barbosa, do 4º Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep). Investigações da Corregedoria da PM e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que os PMs mataram o colega por causa de uma briga de trânsito. 

Os PMs presos, cujos nomes não foram divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, estão recolhidos na Corregedoria da PM, enquanto aguardam ordem da Justiça para serem transferidos ao Presídio Romão Gomes, exclusivo para policiais militares que cometem crimes, segundo nota do governo do Estado.

Barbosa havia sido encontrado por PMs com um tiro na cabeça, dentro de um Fiat Punto, por volta das 5h50 do domingo, dia 13, na Avenida do Imperador, na Vila Jacuí, zona leste da capital. O carro estava batido em um poste. No interior do veículo, cápsulas de revólver calibre .40, munição de uso exclusiva do poder público. Inicialmente, o caso havia sido registrado como latrocínio (assalto seguido de morte) mas, como nada foi levado, a natureza foi alterada para homicídio simples. 

A colisão do carro do PM está neste vídeo:

As investigações mostraram que o acidente ocorreu após Barbosa se envolver em uma briga de trânsito com ocupantes de um outro veículo branco. Os ocupantes do carro eram também dois PMs, do 39º e do 28º Batalhões, ambos da zona leste. A briga também foi registrada em imagens de câmeras de segurança, apreendida pelos investigadores que apuravam o caso:

A investigação conseguiu identificar os homens no outro veículo e chegou até os policiais, que teriam confessado o crime. O DHPP pediu a prisão preventiva da dupla.

O setor de comunicação social da PM havia divulgado, no dia do assassinato de Barbosa, um post no Facebook descrevendo sua morte como a "ação feroz" cometida por um "delinquente". A reportagem questionou a corporação sobre as afirmações, diante do desfecho do caso, mas o departamento ainda não se manifestou.

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