Polícia prende 'coveiro' do PCC e descobre cemitério clandestino

Agentes chegaram ao local após a prisão; três corpos foram encontrados

Ricardo Valota, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2012 | 07h36

SÃO PAULO - Um cemitério clandestino com os corpos de vítimas do "tribunal do crime" foi descoberto e um "coveiro" que trabalhava para o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 26, na zona sul de São Paulo. Os corpos de três homens foram localizados por agentes da 4ª Delegacia do Patrimônio, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Rafael Pontes, de 27 anos, Diego da Silva, de 21, e Marcus Vinícius Santos Silva, de 18, estavam desaparecidos desde o dia 4. Eles teriam sido executados após serem julgados por membros da facção sob acusação de estuprarem uma adolescente, de 14 anos. Os corpos foram enterrados em um cemitério clandestino, no Jardim Orion, e só foram encontrados após a prisão de Danilo Lourenço de Oliveira, de 21 anos.

Oliveira foi detido nessa segunda-feira na Rua Pinheiro Furtado, no Jardim Graúna, também na zona sul. Os policiais do DEIC investigavam um assalto a um buffet ocorrido em junho, em Interlagos, na mesma região, quando chegaram até o suspeito. Segundo a Polícia Civil, ele nega que tenha matado os homens, afirmando que teria sido responsável apenas por enterrar seus corpos.
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