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Polícia prende 8 suspeitos de tentativa de assalto à Protege em Santo André

Em chácara em Itapecerica da Serra foram encontrados fuzis, metralhadoras e um carro blindado usado na ação

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

17 Agosto 2016 | 18h25

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira, 17, oito suspeitos de participação na tentativa de assalto a uma empresa de valores em Santo André, no ABC Paulista. A Protege foi alvo de criminosos na madrugada desta quarta. Invasores utilizaram artefatos explosivos, trocaram tiros com funcionários da empresa e incendiariam veículos das proximidades durante a fuga.

Os investigadores do Departamento de Narcóticos (Denarc) receberam uma denúncia anônima sobre o local onde parte da quadrilha estaria escondida. Os suspeitos foram encontrados em uma chácara em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. No local, foram encontrados fuzis, metralhadoras (entre elas uma ponto 50, capaz de derrubar helicópteros), munição, toucas ninja, coletes à prova de bala e um veículo Audi blindado, usado na ação. 

Em depoimento, os suspeitos indicaram onde estaria o depósito de armas da quadrilha. Policia fazem buscas, no início da noite desta quarta, em um bairro da zona leste da capital, na tentativa de localizar a casa onde estaria o armamento. 

O ataque. O caso aconteceu na altura do número 1.291 da Rua dos Coqueiros, no bairro Campestre. De acordo com o Corpo de Bombeiros, além da Rua dos Coqueiros, houve outros focos de incêndio nas proximidades, semelhantes a barricadas, e a distribuição de pregos retorcidos nas pistas para tentar conter a chegada da polícia.

A Protege informou, em nota, que os vigilantes e as barreiras do sistema de segurança impediram que os criminosos tivessem acesso ao caixa-forte da empresa e que conseguissem realizar o assalto. A empresa afirmou ainda que o funcionário ferido recebeu atendimento e passa bem. "A Protege aguarda a apuração dos fatos e, para isso, colabora com as autoridades policiais em sua investigação."

'Coisa de guerra'. Moradores de um prédio localizado em frente à Protege relataram momentos de terror e pânico durante a madrugada. Para a vendedora Andréa Hollosi, de 45 anos, o cenário na Rua dos Coqueiros era de guerra. "Fiquei abalada. Parecia coisa de guerra, com bombardeio. O chão e as janelas vibraram", afirmou.

Segundo ela, pregos e cápsulas de bala estavam espalhados na via após cerca de 40 minutos de tiroteio. A vendedora desistiu de sair para trabalhar nesta quarta-feira.

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