Polícia prende 100 em casa de poker em Pinheiros

Detidos em operação precisaram ser levados em dois ônibus; jogadores estrangeiros reclamaram que estavam perdendo dinheiro

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

18 Março 2015 | 18h25

Atualizada às 21h45

SÃO PAULO - Uma equipe formada por 40 policiais da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur) estourou na tarde desta quarta-feira, 18, um cassino ilegal em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, que promovia apostas de pôquer e outros tipos de jogos. A Polícia Civil chegou ao local depois que estrangeiros procuraram a Deatur para reclamar que estavam perdendo dinheiro em uma casa de jogos.

O cassino ilegal funcionava em uma residência na Avenida Henrique Schaumann, 170. De acordo com o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Deatur, pelo menos cem pessoas foram detidas, acusadas de contravenção. Entre os presos estavam turistas europeus e brasileiros. 

“Procuraram a gente, dizendo que eles estavam sendo roubados no jogo e que os apostadores estavam tendo muito prejuízo”, disse o delegado. “Foram tantas pessoas presas dentro da casa, que foi preciso chamar dois ônibus para levar todo mundo até a delegacia.” Os detidos foram encaminhados para a Deatur, na região central.

De acordo com o delegado, o local era investigado havia alguns dias. No fim da tarde desta quarta, os investigadores ainda contabilizavam as fichas de aposta, o dinheiro apreendido, as máquinas de jogo e as de cartão bancário. Também foi encontrado um cheque no valor de R$ 20 mil. 

Um homem responsável por gerenciar a casa também foi preso. Entre os apostadores, ele era conhecido como “Federal”. A polícia suspeita que o local seja de Ivo Noal, bicheiro que ficou conhecido por trazer para São Paulo as máquinas de bingo e abrir casas para promover apostas no jogo. 

Para entrar no cassino, os policiais se passaram por apostadores, dizendo que queriam jogar pôquer. Segundo o delegado, o local tinha forte esquema de segurança e era monitorado por 40 câmeras. Não houve confusão no momento em que foi dada a voz de prisão. A polícia não achou armas ou drogas. 

O Estado não localizou Ivo Noal ou um de seus advogados.

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