Polícia pede prisão preventiva de acusados de pedofilia em SP

Cinco empresários são acusados de promover orgias com jovens e de rifar a virgindade de uma adolescente

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

25 Março 2009 | 17h46

O delegado Alexandre Cassola, de Mairinque, pediu nesta quarta-feira, 25, a prisão preventiva dos cinco empresários acusados de promover orgias com adolescentes na cidade. Os suspeitos já tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça, mas apenas um deles está preso. De acordo com o delegado, com a decretação da preventiva, será expedida ordem de captura dos que estão foragidos. Ele acredita que o inquérito, concluído em tempo recorde, já possui as provas para incriminar os suspeitos.

 

Veja também:

linkEmpresários teriam rifado virgindade de adolescente

linkDiretor de colégio no interior de SP é indiciado por pedofilia

lista Todas as notícias sobre pedofilia   

 

O delegado ouviu duas adolescentes e tomou o depoimento do suspeito que está preso. Eles são acusados de realizar festas com as menores em um prédio que está sendo adquirido pela Câmara da cidade. Duas das vítimas, uma delas maior de idade, disseram ter sido obrigadas a manter relações sexuais com todos os acusados. Eram forçadas também a aliciar adolescentes para o grupo. A virgindade de uma delas teria sido sorteada através de uma rifa. Uma das garotas disse ter sido forçada a realizar um aborto, após ter ficado grávida de um dos acusados.

 

Um notebook, CDs e fitas de vídeo apreendidos na casa de um dos empresários foram analisados no Instituto de Criminalística de Sorocaba, mas o conteúdo não foi divulgado, pois o processo corre em segredo de justiça.

 

Condenado

 

A Justiça Criminal de Porto Feliz, na região de Sorocaba, condenou a 13 anos de prisão o porteiro Sidney Alexandre Ferracin, acusado de abusar sexualmente da própria filha, que na época tinha 10 anos. Da decisão, dada na última terça-feira, cabe recurso. Ferracin está preso desde setembro de 2008. A menina disse à polícia que o pai a molestava desde os 6 anos de idade. O abuso sexual foi confirmado pelos irmãos dela, de 9 e 12 anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.