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Polícia pede prisão de motorista de Porsche que atropelou e matou idosa na Rua Augusta

Carro foi localizado e apreendido, mas suspeito ainda está sendo procurado. O mesmo motorista foi condenado em maio por um atropelamento que matou um motoboy em 2014

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2019 | 19h25

SÃO PAULO - A Polícia Civil pediu a prisão temporária do motorista Fabio Alonso de Carvalho suspeito de atropelar e matar a idosa Audenilce Bernardina dos Santos, de 65 anos, na manhã desta sexta-feira, 26, na Rua Augusta, região central de São Paulo. O homem não teria prestado socorro no local.

O veículo envolvido no acidente, um modelo Porsche Panamera, foi localizado e apreendido para realização de exames periciais, segundo informou em nota a Secretaria da Segurança Pública do Estado. A polícia ainda realiza buscas para localizar o suspeito. A Justiça deverá analisar o pedido de prisão apresentado pela autoridade policial. 

O mesmo motorista se envolveu, enquanto dirigia um veículo Ford Mustang, em 2014, num acidente em que atropelou e matou um motoboy no Itaim Bibi. A secretaria disse que não comenta informações relativas a antecedentes criminais de suspeitos. 

O sistema de processos do Tribunal de Justiça do Estado mostra que Carvalho foi julgado e condenado, no dia 10 de maio deste ano, à pena de dois anos e oito meses de detenção em regime semiaberto. A punição incluía ainda a proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo pelo mesmo prazo.

Os dados do processo mostram que o primeiro atropelamento aconteceu às 6h15 do dia 8 de agosto de 2014 na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Ele foi denunciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e a vítima foi Aroldo Pereira de Oliveira. Naquela oportunidade, o acusado deixou o local sem prestar socorro. 

A acusação mostrava que Carvalho havia avançado o sinal vermelho quando colidiu com a motocicleta de Oliveira. O Ministério Público defendeu que o acidente aconteceu por imprudência do acusado. A pena foi  convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa no valor de 20 salários mínimos. Ele recorre em liberdade dessa condenação. 

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