Reprodução/Google Street View
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Polícia pede prisão de dono do bar onde estudante foi espancado em Santos

Agressão ocorreu durante a madrugada de 7 de julho no Baccará Bar & Grill, no bairro do Embaré

Luiz Alexandre Souza Ventura, Especial para o Estado

02 Agosto 2018 | 17h13

A Polícia Civil de Santos, no litoral sul de São Paulo, pediu nessa quarta-feira, 1.º, a prisão preventiva de mais três envolvidos no espancamento que resultou na morte do jovem Lucas Martins de Paula, de 21 anos. Nessa lista, está Victor Alves Karan, dono do bar onde houve a agressão. A Justiça já havia decretado nesta semana a prisão temporária por 30 dias do também segurança Thiago Ozarias Souza, que segue foragido

O pedido foi feito pela delegada Edna Fernandes Pacheco, do 3.º DP de Santos, responsável pelo inquérito que apura o caso. Além de Karan, ela solicita a prisão de mais dois seguranças do estabelecimento, Samy Barreto e Anderson Luiz Pereira. O inquérito policial foi concluído e a decisão está nas mãos do juiz Alexandre Betini, da Vara do Júri de Santos, que ainda não se pronunciou.

Imagens registradas por câmeras de uma escola próxima ao bar mostram o funcionário Thiago Ozarias Souza desferindo ao menos 12 golpes no estudante. A agressão ocorreu durante a madrugada de 7 de julho no Baccará Bar & Grill, no bairro do Embaré. Segundo testemunhas, após questionar o valor de R$ 15 em sua comanda, o estudante foi arrastado para a área externa do bar e agredido por ao menos seis seguranças do estabelecimento, até desmaiar.

Amigos do rapaz acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar. O jovem agredido sofreu politraumatismo craniano e morreu no domingo, 29, após ficar mais de duas semanas internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos. Ele cursava o quarto ano de Engenharia Elétrica da Universidade Santa Cecília (Unisanta).

Fechado. Segundo a Prefeitura de Santos, o Baccará funcionou sem alvará nos últimos dois anos. Após a agressão ao estudante, o bar foi fechado por ordem da administração municipal em 10 de julho, depois de uma vistoria constatar irregularidades.

 

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