Polícia Civil
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Polícia pede DNA para confirmar identidade de corpos de crianças

Policiais querem ter certeza se corpos eram de duas meninas, de 3 anos, que haviam sumido na zona leste no dia 24 de setembro

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2017 | 17h33

SÃO PAULO - Familiares de duas crianças desaparecidas na zona leste de São Paulo desde o dia 24 de setembro farão exame de DNA para confirmar se os corpos encontrados na noite de quarta-feira, 12, dentro de um carro no Jardim Lapena, na mesma região, são das mesmas crianças. Beatriz Moreira dos Santos e Adrielly Mel Savero Porto, ambas de 3 anos, sumiram quando brincavam na rua, dentro da comunidade onde viviam.

Os pais de Adrielly e a mãe de Beatriz estiveram na manhã desta sexta-feira, 13, no Instituto Médico-Legal (IML), no centro, para fazer a coleta do material genérico. Entretanto, as roupas que vestiam os corpos são "bastante similares" àquelas que as duas garotinhas vestiam quando elas desapareceram, uma tarde de domingo. 

A polícia busca agora mais informações sobre o carro em que as meninas foram achadas, um Fiat com queixa de roubo do primeiro semestre do ano. Também procura mais informações sobre os responsáveis pelo terreno onde estavam os corpos. Os investigadores querem ter certeza sobre quem tinha acesso ao lugar e a data precisa da morte das crianças. Os corpos estavam em decomposição.

Procurando destacar que ainda não há convicções sobre o caso, a delegada Ana Lúcia Lopes Miranda, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, que já vinha acompanhando o caso desde o desaparecimento das jovens, afirmou que o caso deverá ser, agora, tratado como homicídio e ser transferido para a Divisão de Homicídios. Entretanto, afirmou que ainda não é possível garantir que foi um assassinato. "Essa é uma possibilidade, mas também há outras que precisamos eliminar. Inclusive se o caso não é um acidente, se as meninas não se prenderam sozinhas no carro", exemplifica. 

O terreno onde os corpos foram encontrados fica a 150 metros de onde as crianças sumiram. "Já havíamos feito várias buscas pela região. Chegamos a usar cães farejadores da Guarda Civil Metropolitana. E chegamos até a fazer uma escavação onde os cães indicaram. Mas era uma região muito difícil: terreno úmido, próximo a esgoto. O terreno fica um pouco mais para frente de onde havíamos parado", disse a delegada.

A possibilidade de que uma pessoa da própria comunidade tenha relação com as mortes também não está descartada. O sumiço das meninas havia mobilizado o bairro, que estava repleto de cartazes com fotos delas. 

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