Polícia pede decretação de sigilo no caso do padre Júlio

O objetivo da medida é evitar a divulgação de informações sigilosas sobre as investigações

Eduardo Reina, do Estadão,

29 de outubro de 2007 | 18h23

A Polícia Civil afirmou nesta segunda-feira que vai pedir à Justiça o sigilo das investigações sobre a suposta extorsão sofrida pelo padre Júlio Lancellotti. Segundo o delegado André Luiz Pimentel, da 5ª Seccional (Zona Leste), as investigações devem correr em sigilo, para não prejudicar os procedimentos.   O intuito da ação é evitar a divulgação de informações sobre as investigações. "O padre Júlio Lancellotti é vítima, uma pessoa do mais alto gabarito e, por ser uma pessoa pública, a gente está pedindo o sigilo do inquérito, para manter as investigações", afirmou Pimentel.   O pedido foi encaminhado ao Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo). Os inquéritos apuram a acusação de extorsão de dinheiro sofrida pelo padre, o suposto enriquecimento ilícito do ex-interno da Febem e se Júlio Lancellotti teria praticado atos de corrupção de menores.   O delegado também confirmou que deverá pedir, em um momento oportuno, a quebra do sigilo bancário do padre, com o objetivo de apurar supostos pagamentos feitos ao ex-interno Anderson Batista, de 25 anos. A polícia também já pediu ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, para apurar suspeita de enriquecimento ilícito de Anderson.   Ainda não há conclusão sobre a quantia que teria sido extorquida do padre. Os inquéritos devem ser transferidos para responsabilidade do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). "Diante de que o padre é uma pessoa pública da mais alta personalidade, nós estamos solicitando ao Decap que seja avocado esse inquérito", afirmou Pimentel.

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