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Polícia pede apreensão de terceiro suspeito de participar de ataque em escola

Adolescente de 17 anos também era ex-aluno do colégio de Suzano; crime estaria sendo planejado desde novembro

Marco Antonio Carvalho, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2019 | 17h38
Atualizado 15 de março de 2019 | 16h18

SÃO PAULO - A Polícia Civil pediu à Justiça nesta quinta-feira, 14, a apreensão de um adolescente suspeito de ser o terceiro envolvido no ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, que deixou 10 mortos e 11 feridos nesta quarta, 13.

O adolescente de 17 anos também é ex-aluno da escola e estudou com G.T.M., jovem da mesma idade que, segundo a polícia, liderou o ataque. A participação do novo suspeito teria ocorrido na fase de preparação.

A polícia não revelou quais provas ligam o menor ao ataque, mas já colheu depoimento dele na delegacia e espera posicionamento da Justiça.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, o crime estava sendo planejado ao menos desde novembro e as conversas entre os comparsas ocorriam principalmente de forma presencial, já que moravam perto um do outro.

A Polícia ainda realiza perícia nos equipamentos apreendidos para apurar a suspeita de que fóruns da deep web incitaram a tragédia. "Eles não se sentiam reconhecidos na comunidade que faziam parte e queriam agir como em Columbine, com crueldade. Este era o principal objetivo: a repercussão", disse Fontes.

O delegado detalhou que a besta, o arco e flecha, o machado e as roupas táticas foram adquiridos pelo site Mercado Livre, plataforma que permite vendas diretas entre comerciantes e consumidores. O site, em nota, disse compartilhar "da indignação e da tristeza do povo brasileiro diante do massacre" e que fez contato com as autoridades policiais, colocando-se à disposição para colaborar com a investigação. 

"Ressaltamos que os equipamentos mencionados na reportagem são amplamente utilizados em atividades legítimas como, por exemplo, para a prática de esportes (arco e flecha), cutelaria (machadinha) e marcenaria (machado). O Mercado Livre repudia o uso ilícito desses equipamentos."

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