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Polícia ouve mais dois guardas-civis sobre morte de jovens em Mogi

Um GCM está preso suspeito de ter armado a emboscada para os rapazes; cinco foram mortos

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2016 | 22h29

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a morte de cinco jovens da zona leste em Mogi das Cruzes, interrogou nesta quarta-feira, 16, mais dois guardas-civis de Santo André, onde trabalhava Rodrigo Oliveira, preso por participação na chacina. 

A polícia ouviu também um parente de um dos rapazes mortos, que deu informações sobre áudios de WhatsApp enviados pelos garotos e também uma testemunha, moradora do Parque São Rafael, onde eles viviam. 

Conforme o Estado informou, Oliveira confessou ter sido o autor da armadilha que atraiu os jovens da zona leste para uma falsa festa em Ribeirão Pires.

Motivo. Um dos jovens assassinados era suspeito de ter participado da morte de um guarda-civil em Santo André. No local em que os corpos foram achados - uma cova rasa em uma área rural -, a perícia técnica encontrou cápsulas de pistola calibre .40 que pertenciam a dois lotes comprados pela Polícia Militar, além de balas de revólver calibre 38 e de espingarda calibre 12.

Os corpos estavam cobertos por cal - quatro das vítimas haviam sido baleadas e uma delas, morta a facadas. Próximo dali, em um sítio frequentado por policiais militares, a Corregedoria da PM encontrou mais balas de calibre .40 e cal.

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