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Polícia ouve depoimento de vizinha do casal Nardoni

Moradora do 4.º andar passou três horas na delegacia; casal saiu de casa pela primeira vez neste domingo

Carina Flosi, do Jornal da Tarde, e Rodrigo Brancatelli, de O Estado de S. Paulo,

13 de abril de 2008 | 21h15

A polícia ouviu neste domingo, 13, mais um depoimento que pode ajudar na investigação da morte de Isabella Nardoni, de 5 anos, que foi jogada do 6º andar do prédio em que seu pai e a madrasta vivem na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo, em 29 de março. Às 15 horas, uma moradora do 4.º andar do Edifício London, onde ocorreu a morte da menina, chegou ao 9.º DP para prestar esclarecimentos à polícia. A testemunha passou três horas na delegacia e saiu sem falar com os jornalistas. Até agora, 49 testemunhas prestaram depoimento.   Veja também: Psicanalista fala sobre a comoção gerada por 'crimes inusitados' Acompanhe a investigação do caso Perícia vai pôr casal na cena do crime Polícia já admite pedir prisão preventiva de casal Outros casos de crianças mortas seguem sem solução Crime muda vida de moradores do Edifício London   A expectativa é que a delegada receba na segunda-feira, 14, mais testemunhas encaminhadas pela defesa de Alexandre Carlos Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá, pai e madrasta de Isabella. A defesa do casal entregou na última semana uma lista com mais de 20 nomes. Nesta relação estão amigos de Cristiane, irmã de Alexandre, que estavam com ela em um bar da zona norte quando ela recebeu a notícia de que "algo ruim" havia acontecido com a sobrinha. Um funcionário do bar afirmou ter ouvido Cristiane dizer que o irmão teria feito algo errado. Ela nega ter dito isso e, segundo os advogados, os amigos corroboram essa versão.   Na lista, estão mais moradores do Edifício London, que deverão afirmar à polícia que o prédio é inseguro. A polícia também espera receber, no começo desta semana, os laudos que apontarão as causas da morte e outros exames sobre a cena do crime.   Visivelmente tensos com as câmeras e flashes da imprensa, ambos de óculos escuros e chinelos, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixaram na manhã deste domingo o sobrado do pai de Alexandre no bairro do Tucuruvi, zona norte da capital. Suspeitos da morte da menina Isabella, os dois desceram a escada do sobrado por volta das 9h10 - ele na frente, ela tentando se esconder das fotos - e foram ao apartamento do pai de Anna Carolina, na cidade de Guarulhos.   Alexandre e Anna Carolina seguiram ao encontro dos dois filhos; Cauã, um bebê de 11 meses, e Pietro, um garoto de 3 anos. Foi a primeira vez que se encontraram com as crianças desde que foram presos no dia 3 de abril. Também é a primeira vez que andaram pela cidade sem a proteção da polícia desde a decretação da prisão temporária. Alexandre chegou a cumprimentar os repórteres que estavam de plantão na calçada com um discreto "bom dia". Deixou Anna Carolina entrar primeiro no carro, no banco de trás, e entrou em seguida. Não respondeu a nenhuma pergunta.   O automóvel que os conduziu até Guarulhos era um Vectra do pai de Alexandre, o advogado tributarista Antônio Nardoni. Os pais levaram para a casa dos avós latas de leite em pó e fraldas. Na semana passada, o pai da madrasta, Alexandre Jatobá, disse que as crianças estavam com muita saudade, e que o menino mais velho perguntava constantemente pela mãe. Contou ainda que era dito ao garoto que Alexandre e Anna Carolina estavam viajando - até este domingo, Pietro não sabia que a meia-irmã havia sido assassinada.   O carro entrou pela garagem do Edifício Serra de Bragança, um prédio de classe média alta. Segundo o porteiro, depois de chegar ao apartamento dos pais de Anna Carolina, Alexandre desceu e subiu de elevador duas vezes, provavelmente até a garagem. O porteiro está proibido de interfonar ao apartamento, a pedido da família. À tarde, ao deixar a garagem rapidamente para evitar o assédio da imprensa, Antônio Nardoni bateu o carro no portão.   Durante a tarde, ninguém da família saiu do prédio. Um casal apareceu na varanda do apartamento do 9º andar para checar a movimentação dos repórteres - todas as janelas do apartamento têm tela de proteção. Curiosos que passavam pela avenida paravam e perguntavam o motivo de tanta confusão; uma mulher gritou "assassina" diante do prédio. Até as 20 horas, o casal continuava no local.   Na noite de sábado, a irmã de Alexandre, Cristiane Nardoni, disse que as crianças estavam na casa dos avós maternos, longe dos pais, "por segurança". Também disse que os dois estavam bem "na medida do possível". Ela contou que a família tem procurado dar muito apoio aos dois.   (com Shaonny Takaiama e Diego Zanchetta, de O Estado de S. Paulo)

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