Polícia não encontra pistas em carro de namorada de suspeito

Suspeita é que ela tenha sido a motivação para o crime cometido pelo seu companheiro, devido a ciúmes das irmãs adolescentes na cidade de Cunha

João Carlos de Faria, O Estado de S. Paulo

30 Março 2011 | 18h45

TAUBATÉ - A polícia científica de Guaratinguetá (SP) realizou na tarde desta quarta-feira, 30, em Cunha, onde duas estudantes foram encontradas mortas na última segunda-feira, 28, uma perícia no carro da namorada do principal suspeito do crime, Ananias dos Santos. Segundo o delegado titular da cidade, Marcelo Vieira Cavalcanti, nada foi encontrado e o carro foi devolvido.

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A mulher, de 50 anos, mantinha envolvimento com Santos há cerca de um ano e teve sua prisão provisória negada ontem, pela Justiça. "Ela se comprometeu em colaborar com as investigações e colocou-se à disposição da polícia", disse Cavalcanti. A suspeita é que ela, com ciúmes das irmãs, tenha sido a motivação para o crime cometido pelo seu companheiro.

Em depoimento prestado à polícia na tarde de ontem, ela teria confirmado, segundo o policial, que Ananias dos Santos teria dormido em sua casa, que fica próximo à casa das estudantes mortas, na quarta-feira, dia em que elas desapareceram. "É um fato estranho porque, em um ano de namoro, essa foi a primeira vez que ele dormiu na casa", afirmou o delegado.

As investigações sobre o caso continuam e a polícia vem checando todas as pistas sobre o suspeito, que ainda não foi localizado. "Todos os indícios apontam para ele, mas ainda não podemos confirmar se ele realmente matou as meninas", explicou o delegado.

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