Polícia não descarta relação entre as mortes desta madrugada em SP

Em entrevista à ´Estadão ESPN´, Roberval França, comandante-geral da PM, diz que existem várias linhas de investigação para a sequência de 9 assassinatos, que começou com ataque a um PM

09 Outubro 2012 | 13h58

SÃO PAULO - Em entrevista à Rádio Estadão ESPN, o comandante-geral da Polícia Militar, Roberval França, falou sobre a sequência de assassinatos - ao menos nove pessoas mortas e duas feridas - na madrugada desta terça-feira, 9, na região entre Taboão da Serra e Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Segundo França, os crimes aconteceram em um intervalo de seis horas - das 23h da última segunda, 8, até às 5h desta terça. Todas as mortes foram por disparos de armas de fogo, afirma o coronel.

Entre as vítimas, está um policial militar que estava em horário de folga, trabalhando como segurança em um posto de combustível na cidade de Taboão. Os outros homicídios aconteceram depois da morte do agente militar.

Não é possível estabelecer relação entre a morte do PM e as outras oito mortes, de acordo com França. Mas ele não descarta a relação. Entre as linhas de investigação, o coronel também cita uma possível disputa por posse de pontos de tráfico e a reação à morte de outros agentes da corporação.

Sobre a morte de dois criminosos na noite desta segunda-feira, 8, em Embu das Artes, França afirma que uma equipe da PM identificou uma motocicleta roubada, acompanhou os suspeitos e, em uma troca de tiros, os criminosos acabaram atingidos e mortos. Segundo França, eles teriam roubado uma senhora, que reconheceu os homens, minutos antes da abordagem.

A polícia ainda não identificou os autores dos outros assassinatos, mas o coronel diz que todos os esforços são empenhados na solução do caso.

Ainda à Estadão ESPN, o coronel disse que a região deve receber uma operação especial para intensificar a segurança em Taboão da Serra e Embu das Artes, além de uma varredura atrás de suspeitos. A operação não tem data de término.

Segundo França, as vítimas são: um policial, dois criminosos que haviam praticado roubo e cinco pessoas - duas com antecedentes criminais - baleadas ao longo da madrugada.

A corporação recomenda aos moradores da região que entrem em contato com a polícia caso tenham informações que contribua com as investigações.

Com a morte do policial militar nesta madrugada, a PM contabiliza o assassinato de 78 agentes. Destes casos, 33 foram mortes com características de execução.

A série de assassinatos nesta madrugada é investigada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

Mortes próximas. A sequência de assassinatos teve como ponto central o posto de combustível onde o PM Hélio Miguel Gomes de Barros, de 36 anos foi morto por homens em uma moto.

 

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