Polícia não descarta nenhuma hipótese, diz Alckmin sobre morte de menino

Governador voltou a se manifestar sobre a ocorrência na Vila Andrade; 'vamos aguardar a polícia científica', afirma

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2016 | 16h44

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na tarde desta sexta-feira, 17, durante visita à InterCorte 2016 - evento da cadeia produtiva de carne bovina - que a polícia trabalha com várias possibilidades nas investigações do caso do menino de 10 anos morto com um tiro na cabeça por policiais militares no dia 2 de junho. "A Secretaria da Segurança Pública está trabalhando no sentido de obter todas as informações, fazer a investigação", afirmou Alckmin.

O governador afirmou ainda que o Estado não deve se pronunciar oficialmente sobre as investigações antes da conclusão deste trabalho. "Vamos aguardar o trabalho da polícia científica, para aí então, os secretários se pronunciarem", disse o governador a jornalistas.

No início da semana passada, o governador já havia se pronunciado sobre o assunto ao dizer que era "evidente" que os menores envolvidos no furto de um carro estavam armados. Ele reforçou na oportunidade que a ocorrência estava sendo investigada de forma rigorosa e que nenhuma hipótese estava descartada. 

O menino de 10 anos foi morto durante perseguição policial na Vila Andrade, na zona sul de São Paulo. Ele estava acompanhado por um amigo, de 11, que chegou a dizer em depoimentos que houve troca de tiros com os PMs, versão retificada em oitivas posteriores. O menor entrou nesta quinta-feira, 16, para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçadas de Morte, após ter denunciado ter sofrido agressão dos agentes do Estado. 

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