Polícia Militar deve fechar o ano com 4 mil homens a menos

Para enfrentar problema, Comando traçou plano de ampliação dos concursos que deve acabar em 2016, com chamados no contingente

Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2014 | 03h00

SÃO PAULO - A Polícia Militar deve fechar o ano com 4 mil policiais a menos do que o efetivo fixado em lei - 93,8 mil homens. Em 2014, a corporação deve perder 3,3 mil policiais, entre os que deixaram a carreira e os que se aposentaram. Ao mesmo tempo, 2,7 mil novos policiais começaram a trabalhar nas ruas do Estado. Para enfrentar esse problema, o Comando da PM traçou um plano de ampliação dos concursos que deve acabar em 2016, com os chamados claros no contingente. Em 2015, devem ser formados 5,4 mil novos policiais e no ano seguinte, 6 mil. 

Parte desses futuros policiais começa hoje a se formar nas escolas de soldados da corporação. A PM deve receber 3 mil pessoas aprovadas em concurso, que vão iniciar o curso de soldado - a duração é de um ano. Na semana passada, 1.598 soldados se formaram na capital. O reforço do patrulhamento das ruas por meio do aumento de efetivo é uma das apostas do comando para lutar contra os roubos no Estado - o aumento da presença ostensiva da PM teria uma função preventiva.

Escrivães. Outra aposta da cúpula da segurança é diminuir a falta crônica de escrivães da Polícia Civil. São eles os responsáveis pelo registro de ocorrências e, principalmente, pela organização dos inquéritos policiais. A falta dele provoca o acúmulo de trabalho em delegacias do interior e da capital, aumentando o acervo de casos em andamento e diminuindo a capacidade de conclusão de inquéritos, afetando a capacidade da polícia de esclarecer delitos. 

Na manhã desta segunda-feira, 24, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participou da formatura de 164 escrivães. Desses, 86 foram designados para o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e os demais serão distribuídos pelo interior.

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