Polícia liberta empresário seqüestrado há 22 dias

Cativeiro era em uma chácara localizada em Arujá; dois seqüestradores foram mortos e um preso

14 de agosto de 2007 | 07h02

Uma operação para libertar um empresário seqüestrado terminou com dois seqüestradores mortos e outro preso na cidade de Arujá, região leste da Grande São Paulo, no início da madrugada desta terça-feira. A ação envolveu agentes da Delegacia Anti-seqüestro (DAS) e policiais civis da cidade de Poá. O empresário Anderson Araújo Lisboa, de 40 anos, do setor da construção civil, estava em um cativeiro montado em uma chácara, na periferia daquele município. Ele foi levado para o local na manhã do dia 23 de julho, após ser seqüestrado quando vistoriava uma obra na região do Parque do Carmo, zona leste da capital. A quadrilha, composta por pelo menos dez homens, é de Poá e já vinha sendo investigada pelos homens da DAS por outros dois seqüestros. Os agentes acompanharam desde o início as negociações entre os bandidos e a família do empresário, que atua no ramo de construção civil. Antes que houvesse um acerto para pagamento de resgate, os policiais conseguiram localizar o cativeiro e armaram uma megaoperação. Nesta madrugada, entre 20 e 30 homens foram até a chácara usada como cativeiro, onde foram recebidos a bala pelos seqüestradores. No tiroteio, dois bandidos foram baleados e morreram; um comparsa deles foi preso e outro que estava no local conseguiu fugir. Tortura psicológica O empresário não estava amarrado, mas contou que permanecia vendado durante o dia. Ele não tomou banho nos 22 dias que durou o seqüestro, mas recebia alimentação três vezes ao dia. Apesar de não ter sido agredido fisicamente, a tortura psicológica foi grande, segundo a vítima. "Fisicamente não fui agredido, mas, moralmente. Diziam que iam me matar, a toda hora, que talvez ia morrer, que meu irmão não queria pagar. Aquela pressão psicológica para que eu chorasse na gravação que eles iam mandar para a minha família", disse o empresário. A vítima relatou ainda o momento mais crítico nas mãos dos bandidos: "Quando eles falaram que meu irmão não queria pagar, colocaram uma corda na viga que tinha no meu quarto. Diziam que iriam colocar a forca em mim, me colocar no banco e que, se eu quisesse, era para me matar... que eu poderia me enforcar a hora que eu quisesse".

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