Polícia investigará mensagens preconceituosas no Twitter

Após eleição de Dilma, opiniões contra nordestinos foram postadas em massa na rede social

Pedro da Rocha, da Central de Notícias,

05 de novembro de 2010 | 21h34

SÃO PAULO - Um Inquérito foi instaurado nesta sexta-feira, 5, pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo para investigar o cunho preconceituoso de mensagens contra nordestinos, publicadas no site de relacionamentos Twitter após confirmação da vitória de Dilma Rousseff como presidente da República.

 

Em uma delas, a estudante de Direito Mayara Petruso escreveu que "nordestino não é gente", dentre outras ofensas. Segundo a delegada titular do caso, Margarette Corrêa Barreto Gracia, os autores do crime podem ser acusados pelo crime de discriminação, previsto no artigo 20 da lei 7776/89.

 

Por causa de suas opiniões, a estudante foi demitida do escritório Peixoto e Cury, onde estagiava, e poderá ser investigada pela procuradora Melissa Garcia Blagitz de Abreu e Silva, da 9ª Vara Federal Criminal da Procuradoria da República de São Paulo. A área técnica de crimes cibernéticos do MPF/SP está preparando material sobre o caso.

 

No Twitter, Mayara escreveu que "matar um nordestino afogado" seria "um favor a SP" e criticou o programa do governo federal Bolsa-Família. "AFUNDA BRASIL. Deem direito de voto pros nordestinos e afundem o país de quem trabalhava pra sustentar os vagabundos que fazem filho pra ganhar bolsa 171", postou a estudante. Após a repercussão de seus comentários, ela apagou suas contas no serviço de microblogging e no Facebook.

 

Com informações do estadão.edu

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