Polícia investiga mais 2 suspeitos de participar da execução

Às vésperas do julgamento de Bruno Fernandes e do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em abril, a Polícia Civil mineira revelou que investiga outros dois suspeitos pela execução de Eliza Samudio.

BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

04 Março 2013 | 02h04

O policial aposentado José Lauriano de Assis, o Zezé, já estava na mira do Ministério Público Estadual desde 2012. Zezé foi ouvido pela polícia durante as investigações, mas, apesar das dezenas de ligações telefônicas trocadas com Bola, Macarrão, Jorge Luiz Rosa e Elenílson Vitor da Silva, então caseiro do sítio de Bruno, Zezé não foi indiciado.

Agora, ele e Gilson Costa, que atuou com Bola no extinto Grupo de Resposta Especial da Polícia Civil, são alvo de novo inquérito, que também foi anexado aos autos. Costa e Bola são réus no processo em que são acusados de torturar e executar dois homens em 2008. Os corpos também nunca foram achados.

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Wagner Pinto, não revela detalhes da apuração. Confirmou apenas que "houve solicitação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e do Ministério Público para que sejam instaurados autos suplementares". "A investigação está averiguando a participação de outros indivíduos, mas não vou dizer quem nem quantos."

Entenda o caso. Ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 quando viajou do Rio para o sítio do jogador em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Acompanhada de seu bebê, filho de Bruno, ela fez seu último contato, para uma amiga, por telefone em 9 de junho. Poucos dias depois, a polícia recebeu denúncia de que a jovem estaria morta.

Um primo de Bruno, então com 17 anos, foi apreendido na casa do goleiro, no Rio, após a polícia receber denúncia de que o rapaz havia participado da execução de Eliza. À polícia ele revelou a participação de mais sete suspeitos no crime e disse que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, teria matado a jovem. Seu corpo, no entanto, nunca foi encontrado.

O primo de Bruno foi condenado a três anos de internação pelo sequestro e morte de Eliza. No fim de 2010, a Justiça mineira determinou que Bruno, Macarrão, Bola e Sérgio Rosa Sales fossem julgados por júri popular pelo sequestro e morte de Eliza e que Dayanne, Fernanda, Vítor da Silva e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, respondessem por sequestro e cárcere privado. Macarrão já foi condenado no ano passado.

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