Polícia investiga estupro em escola pública

A polícia investiga o estupro de uma menina de 11 anos por colegas da mesma faixa etária no dia 30, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Helena Faria Lima, no Jardim Brasil, zona norte de São Paulo.

O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 03h01

Em depoimento, a garota afirmou ter sido violentada sexualmente por vários colegas da mesma faixa etária. Ela não teria ouvido o sinal para voltar à aula e, quando estava no playground, foi abordada pelos garotos. Eles impediram que ela gritasse, a levaram até um local com muitas árvores e a estupraram. Os agressores ainda a ameaçaram, dizendo que se contasse alguma coisa iria morrer.

O estupro foi até filmado pelos alunos e mostrado para outras crianças da escola. A polícia já teria conseguido as imagens, que não colaboraram para esclarecer quem e quantos foram os envolvidos no ato. O Conselho Tutelar tem acompanhado o caso e prestado ajuda à garota e à família.

A Diretoria Regional de Educação (DRE) Jaçanã-Tremembé divulgou nota "lamentando profundamente os episódios gravíssimos e inadmissíveis" ocorridos no dia 30 e informando "que a apuração rigorosa dos fatos está em andamento". "A DRE também aguarda a conclusão da investigação policial em curso e vai colaborar com a polícia para a total elucidação do caso", complementa.

Outros casos. Em junho deste ano, uma adolescente de 13 anos, portadora de transtorno de déficit de atenção (TDA), foi estuprada durante três dias seguidos por colegas dentro da própria escola, na cidade-satélite de Ceilândia, no entorno de Brasília. Na hora do recreio, alguns ficavam de guarda, enquanto outros atacavam a menor na sala vazia.

Em 2008, um estupro filmado e divulgado via internet causou comoção na Bahia. Uma estudante de 16 anos de São Gonçalo dos Campos (108 km a oeste de Salvador) procurou a polícia para denunciar os abusos que vinha sofrendo de um grupo de cinco adolescentes, entre 14 e 17 anos - todos colegas de escola. Um deles era ex-namorado da vítima. Os estudantes envolvidos acabaram expulsos da escola. /W.C.

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