Polícia investiga estupro em casa do embaixador da Nigéria

A Polícia Civil de Brasília investiga uma acusação de estupro que teria ocorrido dentro da casa do embaixador da Nigéria no Brasil, Goodluck Ebele Jonathan. Uma nigeriana de 32 anos, que morava na casa, acusa o também nigeriano Marcos Abiazie de tê-la estuprado duas vezes em junho deste ano. Sem imunidade diplomática, Abiazie será processado pelas leis brasileiras.

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2012 | 03h03

Nkiruka Paciota Ownegbuna morava de favor com a filha na casa desde o início deste ano, quando foi convidada pela mulher do embaixador. O pastor Abiazie também morava na residência oficial da Nigéria com a família.

A mulher disse ainda à polícia que, depois de relatar o caso a um colega, foi chamada pelo embaixador para conversar e expulsa da casa. Quando Abiazie descobriu o caso, a teria agredido. A polícia diz que as marcas de agressão ainda podem ser constatadas e o pastor poderá ser denunciado por lesão corporal, cuja pena vai de 3 meses a 1 ano de prisão. Nkiruka foi enviada para fazer exames médicos, mas o tempo transcorrido desde os dias em que ela teria sido estuprada dificultam, segundo a polícia, o encontro de evidências.

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