Polícia investiga embriaguez de comerciante em atropelamento

No sábado, duas pessoas morreram em acidente em São Carlos, no interior de São Paulo

Brás Henrique, O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2008 | 16h08

O delegado do 1º DP de São Carlos, na região de Ribeirão Preto, Adriano Callsen Alexandrino, está investigando o acidente com duas mortes e três feridos, ocorrido na noite de sábado, 2, na rodovia que liga a cidade a Ribeirão Preto. O comerciante de veículos Augustinho José de Oliveira Martins, de 43 anos, que teria provocado o acidente, fugiu do local. A polícia quer saber se ele estava embriagado, já que garrafas vazias de uísque e cachaça foram encontradas em seu carro.   No acidente ocorrido em São Carlos, Martins estaria dirigindo em ziguezague e até com os faróis do seu Audi A6 apagados. Bateu de frente com um Gol, no trecho que tem pista simples. Martins sobreviveu e fugiu por um matagal. Seu carona, Israel Bezerra Lima, de 33 anos, sofreu ferimentos leves. Cléber Jesuíno Batistela, de 27 anos, e sua sogra Regina de Fátima Pereira Iglesias, de 53, que estavam no Gol, morreram depois, no hospital. Sidnéia Batisteta, de 32 anos, mulher de Cléber, e seu pai, Antonio Olivatte Iglesias, de 57 anos, tiveram ferimentos leves.   O advogado de Martins, Arlindo Basilio, disse que seu cliente não fugiu e que o encontro das garrafas de bebidas não significa que estaria embriagado no momento do acidente. Ainda tinha uma garrafa com líquido, que será analisado pela perícia. "Essa história de embriaguez não existe", afirmou Basilio. Segundo ele, o comerciante espera a intimação do delegado para depor sobre o incidente. O advogado disse que Martins não teria como prestar socorro, pois seu carro ficou destruído, e que poderia ser agredido ali. E disse que ele também não se recordava do impacto frontal, e que talvez seu veículo teria sido atingido pela lateral.   O delegado Alexandrino ainda não sabe qual o rumo a tomar no inquérito: se homicídio culposo (sem intenção) ou doloso (intencional). Ontem (04) ouviu três testemunhas, que podem ajudá-lo a optar pelo dolo eventual. Ainda aguardará o laudo da perícia, que ficará pronto em 30 dias. Não sabe quando ouvirá Martins. Como o investigado não passou pelo teste do bafômetro, isso prejudica o inquérito. "Essa prova técnica já está perdida, agora tenho que buscar outros meios, como os testemunhais, que têm um valor probatório menor do que o de dosagem alcoólica", comenta Alexandrino. A fuga do local pode ser outro indício contra Martins, que poderia ser preso em flagrante caso fosse constatada a ingestão de bebida alcoólica pelo bafômetro.

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