Polícia investiga culpa do Estado sobre morte de metalúrgico

Possível demora para ir a unidade de queimados pode ter causado morte de homem no interior de SP

Chico Siqueira, especial para O Estado de S. Paulo,

06 de janeiro de 2008 | 19h54

Inquérito aberto pela Polícia Civil vai investigar a participação da Central de Regulação de Vagas da Secretaria de Estado de Saúde na morte de outro paciente atendido na Santa Casa de Fernandópolis, a 560 quilômetros de São Paulo. Desta vez a vítima foi o metalúrgico Elias Pereira da Silva, de 32 anos, internado em 28 de dezembro com queimaduras de segundo grau e politraumatismo. Silva foi atingido pela explosão da caldeira no frigorífico onde trabalhava e morreu cinco dias depois, sem que fosse transferido para uma unidade de queimados. A polícia de Fernandópolis já investiga a morte das gêmeas Layane Mara e Lorraine Vitória da Silva, mortas em dezembro supostamente por falha cometida pela Central, que teria demorado a conseguir vagas em UTIs neonatais para internar as duas crianças. Por conta disso, a Central, que é órgão do Governo do Estado encarregado em conseguir vagas para pacientes da rede pública de saúde, foi interditada no dia 19 de dezembro pela Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com o delegado Diomar Pedro Durval, além de averiguar as causas do acidente com Elias para saber se a empresa possuía equipamentos de segurança, a polícia vai investigar a denúncia de que o hospital foi negligente no atendimento prestado ao paciente e checar se a Central cometeu novas falhas que evitaram a transferência e agravaram o estado de saúde do paciente. Assim como no caso das gêmeas, novamente a Central só conseguiu a vaga para transferir o paciente quando já era tarde, apenas dez minutos antes de Silva morrer, na manhã de 2 de janeiro.

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