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Polícia investiga agressão contra garoto negro em mercado de Pinheiros, na zona oeste de SP

Segundo testemunha, menino recebeu socos após furto; funcionário do Pão de Açúcar foi afastado

Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2021 | 22h03

A Polícia Civil de São Paulo investiga as agressões contra um menino negro por um funcionário do supermercado Pão de Açúcar. Flagrado agredindo a criança na porta de uma unidade em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, na terça-feira, 2, o colaborador foi afastado. 

O caso ganhou repercussão depois que uma testemunha relatou a agressão nas redes sociais. Segundo o relato, o menino havia furtado o mercado e, em seguida, teria recebido socos de um dos funcionários na Rua Mourato Coelho. 

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Civil investiga as denúncias de agressão contra a criança. O furto cometido pelo menino também foi registrado na madrugada de quarta-feira, 3, por meio da Delegacia Eletrônica, e encaminhado ao 14º Distrito Policial, onde é investigado. 

Indagada se o funcionário já foi localizado e se vai depor, a SSP não respondeu. "Mais detalhes não serão passados para preservar o trabalho policial", informou a pasta. Segundo o Pão de Açúcar, o colaborador envolvido nas agressões foi afastado "até que o processo de apuração seja finalizado e as providências necessárias possam ser tomadas".

A rede afirma ainda que faz uma apuração interna do caso e que repudia qualquer ato de violência ou desrespeito. Essa não é a primeira vez que o supermercado se envolve em agressões. Em 2018, a mãe de um adolescente acusou seguranças do Pão de Açúcar no Jabaquara, zona sul de São Paulo, de espancarem seu filho após ele comer uma barra de chocolate sem pagar. 

Em 2019, Pedro Gonzaga, de 19 anos, foi morto em uma unidade do Extra, que pertence ao Grupo Pão de Açúcar. Um segurança do supermercado permaneceu sobre Gonzaga por pelo menos sete minutos, apesar dos apelos da mãe do rapaz. O jovem morreu estrangulado.

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